09 de julho de 2026

Professor é acusado de agredir aluno esquizofrênico em escola


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A mãe de um aluno de 9 anos com esquizofrenia acusa o professor de educação física de uma escola municipal na zona Oeste de agredir física e verbalmente o seu filho. O episódio ocorreu na manhã de ontem e até a polícia foi chamada.

De acordo com a dona de casa de 35 anos, seu filho, que foi diagnosticado com a doença psiquiátrica em julho em 2012, não costuma frequentar as aulas de educação física desde o ano passado. Mas ontem, segundo ela, o professor de 33 anos resolveu obrigá-lo a participar das atividades. “Ele está se socializando aos poucos. Mas hoje (ontem), ele disse que meu filho ia e pronto. Ele segurou com força o ombro do meu filho, e o menino o empurrou. Foi aí que o professor falou ‘Vai encarar? Vai encarar?’ e que o menino nunca seria ninguém na vida”, disse.

De acordo com a mãe, o professor também afirmou que se o menino não participasse da aula, era melhor que ele ficasse em casa dormindo. O educador chegou a chamar a polícia. “Ele queria passar meu filho como um bandido. A escola não está preparada para o problema da criança, mas daí o professor quase bater nela? Ele só não fez isso porque foi segurado. Ele deveria ser mais capacitado e ter um pouco mais de tolerância. Eu estou arrasada”, disse.

O professor negou que tenha agredido a criança ou que o tenha ofendido verbalmente. Ele disse que costumava ignorar o aluno, porém, ontem, um colega do menino também não quis participar da aula. “Eu, na minha função de educador, falei que as crianças são obrigadas a participar das aulas de educação física e que, se não fizessem as atividades, antes ficassem em casa. Nisso, direcionei minha fala a esse aluno problemático, e ele veio na minha direção, me ameaçando com os punhos fechados e saiu chorando. Quando fui procurá-lo, ele voltou a me ameaçar com as mãos. Achei isso um desacato ao meu trabalho, me senti ameaçado e chamei a polícia”, contou. No entanto, o boletim não foi feito pois não houve situação de ameaça segundo os policiais, o que o professor discorda. Ele desconfia que o garoto tenha mesmo esquizofrenia (ele disse que a escola afirma ter perdido os documentos) e pretende acionar a Justiça para ter acesso aos laudos médicos.

“Em momento nenhum, eu o tratei de maneira errada. Apenas dei orientações porque, quando outro aluno não quis fazer a aula, a criança está dando margem para outros fazerem o mesmo. As crianças de hoje vivem agredindo os professores e eles têm que aguentar calado, o que não é o meu caso”, diz.

Reuniões
A diretora da escola disse que está dialogando com a mãe do aluno e o professor. “Estou pensando no bem-estar da criança, do professor, de todos. Tentaremos resolver esse problema da melhor forma possível”, afirmou, acrescentando que os laudos estão disponíveis na escola.