10 de julho de 2026

Fé e religião: devota se livra de câncer e credita cura a São Judas


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Albertina Lopes e Bartira Castelani são devotas de São Judas com graças atribuídas ao santo

A sapateira autônoma Bartira Garcia Castelani, 42, é devota de São Judas Tadeu desde criança. Amanhã, ela deve comparecer à missa que será celebrada em homenagem ao santo na Igreja São Judas Tadeu (localizada na rua Francisco Marques, na Vila Nova). Neste domingo, ela voltará a demonstrar o seu afeto ao santo das causas desesperadas e participará da missa e procissão a partir das 18 horas na Paróquia. As homenagens fazem parte da festa do santo, que é realizada pela Igreja São Judas pela 44ª vez este ano.

Bartira tem motivos para ser devota. Há quatro anos, ela descobriu que tinha um câncer de mama. Ao mesmo tempo em que passava por cirurgias e quimioterapia, ela rezava para São Judas com o objetivo de curar-se. Hoje, não há mais sinal da doença. Ela credita ao santo sua cura. “Graças a Deus, repeti todos os exames no mês passado, e estou curada. Eu, meu marido e meus filhos fazemos parte da comunidade da São Judas, e temos muito apreço tanto por ela quanto pelo santo, que, com certeza, está junto de Deus e intercedendo por todos nós”, afirma.

O dia do santo é comemorado nesta segunda-feira e, para homenageá-lo, a Paróquia de São Judas Tadeu programou para este sábado uma missa às 19 horas. No domingo, serão três celebrações, às 7, 10 e 18 horas. Por volta das 19 horas, acontece a procissão de São Judas pelo bairro da igreja. Tanto hoje quanto amanhã, às 20 horas, começa a festa na rua Liberdade, ao lado da igreja.

No local, haverá leilão de prendas e barracas de batata frita, batata recheada, churrasco, fogazza, frango assado, hambúrguer, massas, milho, pão de queijo, mini-pizza, sorvete, bolos e tortas, torresmo, bebidas, sucos e até sapatos. As aquisições poderão ser pagas com cartão de crédito.

Graça
A dona de casa Albertina Caravieri Lopes, 50, se sente íntima de São Judas Tadeu. Devota desde jovem, ela se refere a ele como “meu São Judas”. Ela chega a se emocionar ao falar das graças que diz ter recebido do santo das causas perdidas.

A principal delas foi há cerca de seis anos. Seu marido, o empresário Eido Lopes, 53, não tinha clientela para sua loja de pintura de automóveis, e estava considerando fechá-la e demitir seus 13 funcionários. Então, a dona de casa recorreu ao “seu” São Judas.

Na festa da igreja, Albertina e Eido pagaram várias prendas com um cheque de R$ 200, mesmo sem ter dinheiro para pagá-lo. Os pratos, eles deram para pessoas pobres. E o dinheiro? “Milagrosamente”, poucos dias depois, Eido recebeu R$ 4 mil que estavam devendo para ele.

Além disso, Albertina rezou fervorosamente para sua sorte mudar. “A gente tem que saber como pedir. Eu não estava pensando só em mim. Se meu marido fechasse a loja, muitas pessoas iriam ficar desempregadas. Eu rezei para São Judas e, daquele dia em diante, nunca mais faltou trabalho. Antes, não pintávamos nem um carro por dia, e hoje já são dez. Também compramos uma casa e um outro barracão”, afirmou.

Hoje, a devoção de Albertina continua mais forte do que nunca. “Vou à missa todo domingo, e também não perco a missa do São Judas, que é em todo dia 28 do mês. Na festa, participo como garçonete, para ajudar todos. Tenho que retribuir a ajuda de São Judas”, disse.