09 de julho de 2026

Brasileiros desenvolvem teste rápido para detectar leucemia


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As células cancerosas são facilmente reconhecidas através das nanopartículas

Não é só más notícias que existem no mundo. Pesquisadores da USP de São Carlos desenvolveram um método para diagnosticar a leucemia. Este tipo de câncer ataca as células do sangue e por isso ele é mais trabalhoso de ser identificado se comparado com os tumores sólidos. Segundo Valtencir Zucolotto, do Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia da USP de São Carlos, um dos principais gargalos ao atendimento de saúde no Brasil é o diagnóstico. "Se nós criarmos estratégias para que ele seja mais rápido e barato, poderemos salvar vidas”, disse.

Partindo do pressuposto que as células cancerosas produzem açúcares em excesso, os pesquisadores isolaram a proteína jacalina – extraída da jaca – que é fortemente atraída por açúcares. Em seguida, revestiram uma nanopartícula – uma bolinha de ouro mil vezes menor que a célula cancerosa – com a tal proteína.

As nanopartículas revestidas com jacalina são adicionadas à amostra de sangue do paciente tido como suposto portador de leucemia e elas ficam em contato por três horas. Através de um microscópio as células cancerosas são facilmente identificadas já que com a ligação das nanopartículas a elas passam a ter coloração fluorescente se destacando das demais células.

Apesar da grande descoberta, ainda há um longo caminho pela frente já que o trabalho está restrito a apenas pequenas escalas de laboratório.

Mesmo assim, os pesquisadores já realizaram o pedido de patente da técnica.