Agentes do 5º Distrito Policial identificaram o “novo rei dos furtos” da zona Norte. Preso em flagrante na manhã da última quarta-feira ao tentar furtar a casa de uma prima na Vila Santa Terezinha, Cleomar Campos Júnior, 18, do City Petrópolis, confessou a autoria de 22 crimes em nove bairros da área. O delegado Hélder Rodrigues, que comandou as investigações, no entanto, acredita que Juninho do Petrópolis, como é conhecido, tenha em sua lista mais de 100 furtos. “Ele só consegue recordar 22, mas desde julho vinha praticando este tipo de crime quase todos os dias, o que nos leva a crer que ele tenha mais de uma centena. Por isto, as investigações continuam”, disse Rodrigues. No currículo dele, além dos furtos, há também uma ocorrência de receptação de moto furtada. Os delitos foram na zona Norte.
Viciado em entorpecentes, Juninho, antes da prisão de quarta, já havia sido autuado em flagrante em 5 e 22 de setembro. A primeira vez ele passou seis dias recolhido no CDP (Centro de Detenção Provisória). A segunda “temporada” na cadeia durou sete dias. Para evitar que ele possa ser beneficiado pela terceira vez, o delegado Hélder Rodrigues vai pedir sua prisão preventiva.
Uma das particularidades do acusado era saber onde atacar. As vítimas, na sua maioria, era formada por familiares, conhecidos e vizinhos. Ele sabia os hábitos das pessoas, horários em que moradores estavam ausentes e agia. O ex-padrasto, que mora no City Petrópolis, por exemplo, foi “visitado” três vezes.
Em um dos furtos, praticado contra um vizinho e em plena luz do dia, o autor arrombou a porta da sala. Como estava escuro no interior, ele retirou telhas para clarear o ambiente e praticar o furto. Ele procurava joias, dinheiro e pequenos eletroeletrônicos. “Como agia sozinho e sem veículo, ele tinha que transportar os objetos em sacolas”, lembrou.
O que Juninho furtava era trocado por drogas. “Ele assume que pratica furtos para manter o vício, mas não revela com quem troca os objetos por medo de morrer. As investigações continuam para chegarmos às outras vítimas e também identificarmos as pessoas que estão envolvidas com a receptação e o tráfico”, garantiu o delegado do 5º DP.