08 de julho de 2026

Mãe acusada de vender a virgindade da filha é recapturada


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A mãe acusada de vender a virgindade da filha em janeiro de 2007, em Franca, por R$ 500 foi recapturada ontem em Franca. Ela estava desaparecida desde segunda-feira. Condenada a 12 anos de reclusão e presa desde julho daquele ano, ela já cumpriu mais de seis anos da pena por coautoria no estupro da menina, que então tinha 12 anos. Recolhida na Casa de Custódio de Franco da Rocha, a mulher foi autorizada pela Justiça a realizar exames psicológicos em Franca. Por isso, a dona de casa deixou o presídio há 10 dias e deveria retornar nesta semana. Só que não o fez, o que a tornou foragida desde o dia 14.

Segundo a polícia, acompanhada da mãe, ela esteve no último dia 10 no Caps (Centro de Atenção Psicossocial) da Vila Santos Dumont. Deste local, fugiu. A família denunciou o fato à polícia. Como ela não retornou para a Casa de Custódia no prazo, passou a foragida. Ontem, após denúncia de familiares, a dona de casa foi localizada por PMs no Centro. Ela não ofereceu resistência. Apresentada no 1º Distrito Policial, a mulher foi para a cadeia do Jardim Guanabara, de onde segue na próxima semana para Franco da Rocha.

A dona de casa passou a ser conhecida depois que o companheiro, um lavrador de 45 anos, foi preso em flagrante no dia 21 de janeiro de 2007. Ele confessou o estupro da filha da mulher em troca de R$ 500. “Ela alegou que precisa de dinheiro para fugir de Franca por causa do ex-marido e fez a oferta. Aceitei”, disse, na época, o lavrador. O detalhe é que a acusada nunca recebeu o dinheiro por que o autor foi preso em flagrante. Mas como aceitou a proposta, foi denunciada pela coautoria e presa em julho daquele ano.

Dois meses após ser presa, ela tentou se matar na cadeia de Batatais colocando fogo em um colchão e foi transferida para Altinópolis. Condenada, ela recorreu, mas não conseguiu diminuir a pena de 12 anos. O lavrador, que abusou da menina durante uma noite, ao contrário, viu sua pena de 18 anos ser convertida para 9 anos em 2010.

Nota da redação
O Comércio da Franca tem os nomes dos envolvidos no caso, mas optou por manter sigilo para preservá-los, principalmente a filha da mulher sentenciada.