10 de julho de 2026

Bando leva R$ 200 mil no golpe da carta de crédito do consórcio


| Tempo de leitura: 2 min

A casa própria, o carro zero e outros bens são sonho de consumo de milhares de pessoas. A possibilidade de o desejo ser concretizado através de uma forma de pagamento “atraente para o bolso” levou francanos a caírem no golpe da carta de crédito contemplada. Até o final da tarde de ontem, 11 já haviam registrado ocorrências policiais denunciando a existência de um bando especializado no golpe. O grupo seria comandado por um vendedor de consórcios de 30 anos, residente no Santa Efigênia. A soma dos valores obtidos de forma fraudulenta ultrapassa os R$ 200 mil.

As vítimas alegaram que foram atraídas pela promessa de venda de cotas de consórcios já contempladas. Elas relataram que os “vendedores” ofereceram cartas de crédito sorteadas e cujos clientes queriam se desfazer. A promessa era de comprar as cotas com uma pequena entrada, cujo valor era menor do que já tinha sido pago, e assumir as parcelas restantes.

Com a entrada em mãos, o grupo pedia 60 dias para a liberação das cartas. Após esse prazo, as vítimas receberiam a documentação. Quando procuraram as administradoras dos consórcios com as cartas, elas descobriram que os documentos emitidos eram falsos.

Os acusados se passavam por funcionários de bancos e consórcios. O líder enganou até um policial ao se apresentar como funcionário de uma grande revenda de veículos da cidade. O negócio foi concretizado no interior dessa mesma agência. O policial, em troca de dois contratos de imóveis e um de veículo, entregou R$ 12 mil em dinheiro e um carro avaliado em R$ 15 mil.

Contador, empresário, comerciantes, professora, gerente, aposentado e sapateiro estão entre os reclamantes. O menor valor obtido pelos suspeitos foi de R$ 3,4 mil. O maior foi pago por um empresário do Jardim Guanabara. Ele transferiu R$ 74 mil para a conta do líder em troca de uma carta de crédito de um banco no valor de R$ 513 mil.

“Os documentos emitidos eram idênticos aos reais. Assinaturas reconhecidas em cartórios, papéis timbrados de bancos e consórcios. Tudo era feito para não levantar suspeitas”, destacou o delegado João Walter Tostes Garcia, do 2º Distrito Policial.

Ele abriu cinco inquéritos, mas caberá ao delegado Pedro Luiz Dallaqua dar continuidade à investigação com o afastamento de Garcia por motivos de férias a partir de hoje. Dallaqua só deve se manifestar após tomar conhecimento do teor das denúncias.

O vendedor de consórcios suspeito de comandar o grupo responsável pelos golpes não foi localizado para comentar as denúncias. Os telefones que ele forneceu às vítimas estão desligados. No prédio onde reside, ele não é visto desde o início da semana.