As operações de crédito estão em expansão em Franca. De acordo com dados do Banco Central, o saldo das transações (ou seja, tudo o que já foi emprestado por bancos e financeiras e ainda não pago) até o final de junho deste ano no município foi de R$ 2,78 bilhões. Em 2012, no mesmo mês, o montante era de R$ 2,19 bilhões. De um ano para outro, o saldo das operações de crédito aumentou 26%.
Segundo levantamento do Ceper (Centro de Pesquisa em Economia Regional), dos R$ 2,7 bilhões de créditos liberados aos francanos, quase metade (R$ 1,2 bilhão) foi para empréstimos, que é quando não existe bem vinculado, seguido das operações imobiliárias (R$ 798 milhões). Os financiamentos (atrelado a algum produto ou serviço) e os recursos liberados para o agronegócio - que envolvem custeio, investimento e comercialização - responderam por R$ 325 milhões e R$ 317 milhões, respectivamente.
Facilidade
Para o economista Luís Carlos dos Santos, desde que não existam restrições, é simples para as pessoas pegarem dinheiro emprestado. “Hoje, está muito fácil de entrar em qualquer linha de crédito, seja através de bancos, para aquisição de bens, seja para crédito pessoal.”
O outro lado da moeda, de acordo com o economista, é que, com a facilidade de se obter linhas de crédito, a inadimplência aumenta. “É por isso que as taxas de juros são altas, em torno de 10% por ano, o que é uma das maiores do mundo. E aí, todo mundo (que solicita linhas de crédito) paga por isso. Só que os francanos não percebem a taxa de juros, eles veem mais as possibilidades de parcelar o empréstimo.”
Para escapar das dívidas adquiridas por causa de um empréstimo, Santos recomenda que o tomador não comprometa mais do que 30% do seu orçamento com as mensalidades. “A pessoa também tem que verificar se esses 30% estão sobrando no final do mês. Além disso, é preciso tomar cuidado com as taxas de juros, que mudam de banco para banco e de financeira para financeira. Então, eles precisam procurar uma instituição financeira que proporcione um juro menor”, disse o economista.
Aumento
De acordo com o pesquisador do Ceper, Guilherme Byrro Lopes, no intervalo de um ano os maiores crescimentos ocorreram nos setores de agronegócio e imobiliário, que tiveram alta de 44% no montante liberado. “Esses números, refletem um aumento de renda do francano, mostram que a capacidade de comprometimento de renda está maior, o que é um ponto positivo”, afirmou o pesquisador.