Antigamente, um dos maiores problemas em relação aos alimentos era que eles estragavam rapidamente. Em 1809, Napoleão Bonaparte instituiu um prêmio para o inventor que conseguisse fornecer alimentos bem conservados e de boa qualidade para o exército francês. O vencedor foi Nicolas-François Appert. Ele inventou um método que consistia em ferver em altas temperaturas os alimentos dentro de frascos de vidro e, depois, vedar a boca dos frascos com grossas rolhas de cortiça. Mas nem sempre dava certo.
Em 1860 o cientista francês Louis Pasteur conseguiu esclarecer algo importante. Não bastava fechar bem os frascos de vidros. Pasteur já sabia que o ar está cheio de bactérias, micro-organismos que os olhos humanos não enxergam. Eram eles que deterioravam a comida. Fez então o seguinte: elevou a temperatura dos alimentos a serem guardados a 50°, 70°, por tempo prolongado. Logo em seguida resfriou os alimentos a graus bem baixos. Foi assim que conseguiu matar todas as bactérias dos alimentos. Começou com latas de conserva e depois aplicou o método a tudo. Chamado de pasteurização, ele é empregado até hoje.
Pioneira
No começo do século XIX empresários inauguraram na Inglaterra a primeira fábrica de conservas de alimentos, usando folhas-de-flandres, parentes das folhas de alumínio.
Muito quente
Na primeira parte da pasteurização os alimentos, dentro de vidros, são aquecidos a temperaturas altíssimas
Muito frio
Imediatamente depois os alimentos são levados a temperaturas baixíssimas
Choque térmico
O choque ocorrido na mudança brusca de temperatura mata todas as bactérias que por acaso envolvam o alimento
Curiosidades
Louis Pasteur foi grande cientista francês; nasceu em 1822 e morreu aos 72 anos.
Seu nome está associado aos benefícios que suas pesquisas trouxeram ao homem.
Além do método de pasteurização, muito usado com o leite, Pasteur criou remédios e a vacina contra a raiva.