10 de julho de 2026

Médicos são acusados de agredir auxiliar de enfermagem no PS


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Pacientes à espera de atendimento ontem no PS Municipal, onde teria ocorrido a agressão

A auxiliar de enfermagem Dália de Siqueira, de 55 anos, moradora do Jardim Redentor, acusa o casal de médicos Marcelo Rosa da Silva e Taís (a Secretaria de Saúde nem a denunciante souberam informar o sobrenome dela) de agressão física e verbal durante o plantão de trabalho no fim de semana no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”. Um boletim de ocorrência foi registrado e Dália promete levar o caso à Justiça.

Segundo a auxiliar de enfermagem, na noite de sábado, três médicos estavam de plantão no pronto-socorro (os envolvidos e mais um profissional). Sem saber que os dois tinham ido lanchar, Dália, que é responsável pelo fluxo de pacientes em atendimento, liberou a entrada de algumas pessoas para serem consultadas.

Ao perceber que ambos haviam saído ao mesmo tempo e que o terceiro médico estava ocupado atendendo a uma ocorrência “séria”, para não deixar os pacientes esperando, ela decidiu ir ao refeitório comunicar os médicos. “Eu não fui grosseira nem nada. Só disse a eles que já havia chamado os pacientes e que a sala de espera estava lotada e não havia médicos”, contou.

Ela teria se sentado então numa poltrona próxima a eles para terminar de fazer serviços burocráticos. “Eles terminaram o lanche e, em vez de ir para o consultório, resolveram se sentar ao meu lado e ficaram. Como eles não iam atender os pacientes, eu resolvi ligar para o supervisor do pronto-socorro. Quando o Marcelo percebeu que estava ligando, partiu para cima de mim.”

Dália conta que o médico a teria empurrado bruscamente. “Ele veio para cima de mim. Ficava gritando, me perguntando quem eu era para controlar a vida dele. Me deu dois empurrões fortes no peito. Ao ver o marido, a doutora Taís passou a me xingar. Me chamava de lixo, vagabunda e um monte de outros palavrões”, disse a auxiliar de enfermagem.

Sem conseguir controlar a situação, Dália decidiu procurar a chefe da enfermagem. “Eu fui para a sala dela e a Taís veio atrás me xingando e me chamando de lixo. Todo mundo assistiu a isso. Minha chefe é que a acalmou. Eu estava muito nervosa e procurei os dois policiais que costumam ficar no PS. Eles me disseram para ir à delegacia e foi o que eu fiz.”

Na delegacia, Dália registrou um boletim por injúria contra ambos os médicos. Ela também procurou uma advogada e pretende processá-los civil e criminalmente. “Eu tenho 21 anos de Prefeitura, há 14, trabalho no pronto-socorro. Nunca passei por uma situação como esta. Eu fui muito humilhada. Os xingamentos doeram mais que os empurrões”, disse ela chorando.

Os dois médicos foram procurados para comentar o caso. Mas na residência deles, a empregada informou que os dois não estavam. Até o fechamento desta edição, eles ainda não haviam retornado à ligação.

A Secretaria de Saúde deve abrir um processo administrativo para apurar o caso.