Depois de vencer as eleições municipais em 2012, e assumir, na maioria dos casos, Prefeituras endividadas e apertar os cintos este ano, vários prefeitos das cidades da região prometem que 2014 será o ano das construções. Com um orçamento estimado em R$ 195,5 milhões para o próximo ano, somadas as cifras de sete cidades - exceto Franca -, os investimentos prevêem desde a construção de casas populares, creches, escolas, UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e praças até abrigo para cães.
A soma dos orçamentos das sete cidades - Cristais Paulista, Itirapuã, Jeriquara, Patrocínio Paulista, Pedregulho, Restinga e São José da Bela Vista - é 19,2% superior à previsão dos mesmos municípios para este ano. A quantia, que deverá ser aprovada pelas Câmaras, engloba expectativa de arrecadação e aumento de impostos.
Pedregulho lidera o ranking de maior orçamento (em valores absolutos) para o próximo ano. Serão R$ 60 milhões. O valor é 20% maior do que o aprovado pelos vereadores no ano passado.
Patrocínio Paulista deverá ter a segunda maior arrecadação. São esperados R$ 38,4 milhões. “Nossa previsão é trabalhar com uma sobra de R$ 1,5 a R$ 2 milhões de recursos próprios, que serão investidos em infraestrutura, aquisição de áreas e construção de prédios”, disse o prefeito Marcos Ferreira (PT). O próximo orçamento é 22,2% superior ao atual.
Segundo os prefeitos, as prioridades dos municípios são saúde e educação. As pastas juntas devem consumir pelo menos R$ 78 milhões do montante arrecadado no próximo ano. “São áreas para as quais a lei determina teto mínimo de investimento, mas nós vamos além”, disse o prefeito Sebastião Henrique Dal Piccolo (PSD) que previu gastos de R$ 5,4 milhões com educação, o que representa 35% do valor do orçamento - R$ 1,6 milhão a mais do que o obrigatório.
Queda
De todas as cidades pesquisadas, a única que prevê queda na arrecadação é Itirapuã (leia no quadro nesta página). O município trabalha com a expectativa de arrecadar R$ 15,7 milhões em 2014, ante 16 milhões que foram estimados para o exercício atual. “É ilusão lançar um orçamento que não vou receber”, disse a contadora do Prefeitura, Eliana Spineli dos Santos Pereira.