09 de julho de 2026

Vereadores confirmam recuo e rejeitam aumento a assessores


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A expectativa se confirmou e a Câmara rejeitou, no segundo turno de votação, o projeto que aumentava em 22% os salários dos assessores parlamentares. A única surpresa ficou por conta do placar folgado: 11 votos contrários e apenas três favoráveis. Na votação em primeiro turno, ocorrida no mês de agosto, 12 vereadores haviam dito sim e só dois apertaram a tecla não.

A mudança é explicada pela repercussão negativa que o aumento provocou em setores diversos da sociedade. Oito vereadores haviam antecipado que votariam não agora. Outros três que eram favoráveis mudaram de ideia em cima da hora.

Foi consenso entre os parlamentares que a forma de tramitação do projeto foi decisiva para a rejeição. “Concordo com as críticas recebidas pelo regime de urgência. Não era necessário ter apresentado a proposta de afogadilho”, disse Pastor Otávio (PTB), que manteve a posição de votar a favor.

Adérmis Marini havia votado “não” e, dias depois, anunciou que mudaria de postura. “Às vezes, é necessário recuar. Isso não é um feito, não. Devemos, sim, satisfação à população”, disse o vereador do PSDB.