Parados desde o último dia 19, cerca de 250 bancários de 13 agências de Franca não possuem previsão para voltar ao serviço. De acordo com informações do Sindicato dos Bancários de Franca e Região, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), entidade que representa os maiores bancos do país, ainda não se manifestou sobre uma nova assembleia para discutir os valores do reajuste.
Se os patrões se mostram inflexíveis, o mesmo pode ser dito dos manifestantes. “Nós só voltaremos ao trabalho quando nossa proposta for aceita”, afirmou o secretário de comunicação social do sindicato, Rogério Marques.
Os grevistas exigem um reajuste salarial de 11,93%, que contempla a reposição da inflação atual e mais um aumento real de 5%.
Porém, a única proposta apresentada pela Fenaban até o momento é de 6,1%, índice inaceitável para os grevistas, já que esse aumento seria referente à inflação e “não representa nenhum ganho efetivo”.
O representante do sindicato disse ainda que entende que a população esteja sendo prejudicada, mas culpa os patrões. “Tudo isso é culpa dos bancos. Esperamos apenas que os clientes compreendam esse momento”, afirmou Rogério Marques.
Além das 13 agências francanas paralisadas - completa ou parcialmente - pela greve, outras unidade de quatro cidades já aderiram ao movimento: Guará, Pedregulho, Ribeirão Corrente e São Joaquim da Barra.
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