O pedreiro Franceslânio Batista de Oliveira, 23, morador do bairro Estação, foi preso na tarde de ontem sob a acusação de matar um homem não identificado. O andarilho foi morto a pedradas na Praça dos Angicos, Jardim Francano, no final da madrugada. Frasceslânio foi detido após uma testemunha - um travesti que faz “ponto” na praça -, relatar à polícia que suspeito e vítima discutiram horas antes do crime. Este foi o 11º assassinato registrado em Franca neste ano. O anterior aconteceu na noite anterior no Jardim Centenário, em intervalo de tempo ce cerca de 10 horas.
A prisão do suspeito foi feita pelos policiais militares Porto e Feliciano. O acusado recebia atendimento médico na UBS (Unidade Básica de Saúde) do bairro Estação, região próxima à pensão onde mora ao ser encontrado. Ele disse em entrevista que é natural do Estado de Pernambuco e vive em Franca desde fevereiro. O rapaz negou ter matado o colega, vulgarmente conhecido como Lú, mas reconheceu que atirou pedras contra ele depois de ser ofendido com palavras de baixo calão. “Ontem, eu fui para lá (praça) tomar uma pinga, mas ele me chamou de filho da p. e me jogou no chão. Fui para cima dele e joguei umas pedrinhas. Não roubei nada dele. Se eu tivesse matado, eu confessava e iria para a cadeia com satisfação”, disse o acusado negando que tenha atingido a cabeça do colega. Segundo ele, as pedradas atingiram o peito da vítima, que, apesar de machucada, ainda estava viva. (Ouça aqui a entrevista com o acusado).
A versão de Wemerson Maykon Araújo de Oliveira, 18, é diferente. Ele afirma que o suspeito apedrejou Lú até deixá-lo inconsciente e só parou porque ele mesmo separou os dois.
Depois de intervir na briga durante a madrugada de ontem, Oliveira disse que saiu da praça para trabalhar. Quando voltou, por volta das 5h30, viu o cadáver com a cabeça empapada de sangue, caído entre as árvores. Esta foi a segunda versão informada pela testemunha que antes - pela manhã, quando o corpo foi encontrado -, tinha dito para a Polícia Militar que havia visto apenas uma discussão entre a vítima e um outro desconhecido. E nada mais.
Diante das evidências apresentadas, o delegado Márcio Murari, chefe da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), acionou os investigadores Paulo Rodrigues e Luciano Tavares, do setor de homicídios e crimes contra a pessoa. Acompanhados por peritos do IC (Instituto de Criminalística), os investigadores voltaram a praça onde o corpo foi encontrado e recolheram pedras e vestimentas, como um boné da vítima. Ambos estavam sujos de sangue e serão submetidos a laudos para serem anexados ao inquérito. (Ouça a entrevista com o delegado).
Foi colhido depoimento do principal suspeito e solicitada a Justiça sua prisão temporária. Frascelânio deve responder por homicídio doloso.
Até o fechamento desta edição, o corpo da vítima permanecia no IML (Instituto Médico Legal) francano aguardando identificação por familiares.