09 de julho de 2026

Professor de futebol pode ter abusado de criança de 11 anos


| Tempo de leitura: 2 min

A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) investiga um professor de futebol que estaria envolvido em abusos sexuais contra uma criança de 11 anos. O caso começou a ser investigado a partir de uma denúncia da direção da escola onde o menino estuda. A delegada Graciela de Lourdes David Ambrósio diz ter provas técnicas e testemunhais contra o acusado. Ela chegou a apresentar estas provas à Justiça pedindo a prisão preventiva do autor, mas o pedido foi negado. Em 2010, o professor foi indiciado pela DDM pelo mesmo crime contra a mesma criança, mas o Poder Judiciário, na ocasião, também mandou arquivar o caso.

A história teve início há cerca de um mês. O garoto foi à escola com R$ 110 em dinheiro. O fato chamou a atenção de professores. Indagado sobre a procedência, o menino disse que teria sido um “presente” de um professor de futebol. O Conselho Tutelar foi comunicado, assim como a DDM. Ao depor, a criança disse que era comum ganhar dinheiro, brinquedo, balas e doces do professor. Em troca, ela mantinha relações com o acusado em sua casa. Foi apurado que era comum a pratica de sexo oral e tentativas de coito anal.

O professor, segundo apurou a delegada, se encontrava com a criança em um ponto de ônibus, já que ela ia para a escola sozinha. Antes de levar a criança para sua residência, o suspeito passava com ela em uma padaria. “Há vários relatos destes encontros”, disse Graciela. Como a mãe trabalha o dia todo, não tinha conhecimento do horário em que o filho chegava em casa.

Através dos arquivos da unidade especializada, a delegada tomou conhecimento de que uma outra denúncia com o mesmo teor e envolvidos foi investigada em 2010 e transformada em inquérito. Posteriormente, ele foi arquivado pela Justiça. “Há muita consistência nos relatos da criança e das testemunhas. Ele (professor) não se intimidou com o primeiro inquérito e continuou abusando desta criança”.

A mãe do menino disse que ele não teria sido a única vítima. “Fiquei sabendo que ele teria abusado de pelo menos outras três crianças. Procurei as famílias, mas elas se negaram a registrar”, afirmou a mulher de 31 anos. Ainda de acordo com ela, o filho conta detalhes “de embrulhar o estômago” e que ele nunca frequentou a escola de futebol na qual o suspeito trabalha.

O garoto, no relato de algumas testemunhas, teria tendências homossexuais. A mãe foi enfática. “Não estou aqui para julgar o possível homossexualismo do meu filho, por que é uma criança de apenas 11 anos. Ele é uma criança e não pode passar por isto. Meu filho não tem noção do que está acontecendo”.