03 de abril de 2026

Comoção e revolta marcam sepultamento de Sara Cristina


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Parentes e amigos foram ao cemitério Santo Agostinho ontem para prestar homenagens a estudante morta em avenida francana

A garoa fina que caiu no cemitério Santo Agostinho, na amanhã de ontem, veio de encontro às lágrimas de todos os que acompanharam o sepultamento de Sara Cristina Garcia Souza, 13, atropelada e morta por um motorista supostamente embriagado, na noite de domingo, em uma avenida do Jardim Paulistano.

Após um velório que durou mais de 24 horas, familiares, amigos e vizinhos dividiam suas emoções entre tristeza - pela morte da menina -, e revolta contra o calçadista Márcio Adriano Pacheco, 31, condutor do Hyundai i30 que acertou a adolescente e por pouco não atropelou sua mãe.

As duas tinham acabado de voltar da casa de uma parente, no bairro de Laje, próximo a Ibiraci (MG), e conversavam com uma vizinha ao lado de um Fiat Uno estacionado na margem da avenida Brasil. A adolescente percebeu a aproximação do Hyundai e, em um ato de coragem, empurrou a mãe para a calçada. Só não conseguiu se salvar. O retrovisor do carro se prendeu à mochila da garota, arrastando-a por cerca de 10 metros do local do impacto. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros até a Santa Casa, mas morreu pouco tempo depois, devido a uma intensa hemorragia cerebral. No acidente, ela sofreu um traumatismo craniano.

O policial militar da reserva e vizinho da vítima, Marco Antônio Elias da Silva, era um dos mais transtornados com o ocorrido. Foi ele quem segurou o motorista e evitou que ele deixasse o local após a tragédia. “Não tenho palavras para descrever a tristeza e o vazio que a morte da Sara tem causado em todos nós. Conheço a família há 10 anos e foi muito triste vê-la partir desse jeito. Queremos fazer Justiça. Não com as próprias mãos, mas pelos caminhos legais. Prometi isso a Sara e para mãe dela”, disse o vizinho.

Silva fez questão de deixar clara a solidariedade prestada pela família de Pacheco. Segundo ele, desde que soube da tragédia, os parentes do motorista têm oferecido todo o apoio possível. “São pessoas de bem e que também estão sofrendo com a essa situação. Eles não têm culpa da irresponsabilidade desse sujeito”, finalizou o vizinho.

A operadora de caixa Elaine Cristina Gimenes, 27, afirmou à policiais militares na noite do acidente que estava junto com Pacheco em um rancho às margens da represa de Jaguara, em Rifaina, no domingo. Pouco depois das 16 horas, segundo a testemunha, o casal deixou o local. A operadora teria dirigido o carro até Franca pelo fato do amigo não estar em condições de fazê-lo por conta do consumo excessivo de bebida alcoólica. O acidente aconteceu minutos após ela ficar em casa e entregar o carro para o calçadista.

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