08 de julho de 2026

Para fazer melhor


| Tempo de leitura: 1 min

Jovens sonham com negócio próprio. A meta de conseguir emprego formal com carteira assinada e direitos trabalhistas está ficando para trás. Querem tocar sua empresa, atuar com o que têm vocação, exercitar a criatividade e, quem sabe, alcançar boa remuneração com horários mais flexíveis. Em pesquisa da FGV (Fundação Getúlio Vargas) com 318 jovens e adultos, de 18 a 32 anos, 75% pretendem empreender daqui dez anos; 21% querem carreira executiva e 4% querem o serviço público.

Mostra a vocação do brasileiro para empreender. Mais de 20 milhões de pessoas tocam negócio próprio, abrindo frentes de trabalho e movimentando a renda e o consumo. Esses,colocam o Brasil entre as nações mais empreendedoras do mundo. Poderia ser ainda mais expressivo se houvesse menos burocracia e mais incentivo. Cerca de 100 dias é o tempo médio estimado para se abrir um negócio no Brasil. Em outros países, consegue-se um alvará de funcionamento em 48 horas.

Nas escolas, empreendedorismo parece ser tabu. Não se sensibiliza para o tema e os alunos saem da escola sem saber o que é empreender. Mesmo nas universidades, a questão não é prioridade. Estudo das Nações Unidas mostra que 97% das pessoas aprendem a empreender. Para isso, são trabalhadas liderança, iniciativa, organização e controle.

Empreender é não se conformar com o normal. É enxergar à frente, adiante do seu tempo. Muitas personalidades investiram em uma ideia e mudaram o rumo da história. Empreender é não se conformar em ler no escuro, como fez Thomas Edison. É acreditar que podemos produzir aviões e exportá-los para nações desenvolvidas, como Ozires Silva com a Embraer. O jovem brasileiro tem características semelhantes. É arrojado, e, demonstra desde cedo esse desejo

Luiz Gonzaga Bertelli
Presidente do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), diretor da Fiesp