08 de julho de 2026

Limpeza urbana


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Mesmo que governantes ajam para reduzir emissão de poluentes, o depósito de partículas e o descarte irregular de sujeira e lixo são questões sérias. Daí a necessidade de conscientização efetiva sobre limpeza urbana. É problema que afeta diretamente a saúde causando doenças respiratórias, alergias, infecções oculares, problemas na garganta, entre outros males causados pela poeira, por substâncias tóxicas e pragas.

O Laboratório de Poluição da Universidade de São Paulo, em parceria com outras seis universidades, apontou, em 2009, que unidades de saúde gastavam R$ 14 por segundo para tratar vítimas dos males causados por poluição.

Um projeto de limpeza efetivo de espaços públicos seria, então, investimento indicado à manutenção da saúde. Uma forma de manter o asseio urbano é limpar ruas, placas, edifícios e monumentos, para evitar partículas nocivas. Isso, mais varrição de calçadas e sarjetas, recolhimento, tratamento e destinação de resíduos e dejetos, elimina focos transmissores de doenças — ou impedem formação.

Ainda que coleta de lixo e serviços de varrição atinjam quase a totalidade das grandes cidades, a lavagem dos espaços urbanos não está sujeita aos mesmos procedimentos. Exige processos diferenciados.

Alguns países europeus realizam esse asseio com uso de lavadoras de alta pressão, contra crítica de uso de muita água, o mercado nacional dispõe de água de reuso ou de chuva, totalmente adequados.

Não se discute a complexidade e nem custos, mas é possível defender um programa que, inicialmente, atenda regiões mais críticas. O fato é que os investimentos em limpeza e lavagem de ambientes urbanos podem ser menores que os gastos para tratamento de doenças e manutenção da saúde.

Antônio Luís Francisco (PJ)
Diretor geral da JactoClean