10 de julho de 2026

Bancários fecham 4 agências em Franca no primeiro dia de greve


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Homem em frente ao Bradesco do Centro: clientes ficaram descontentes com paralisação; federação aconselha usar meios alternativos

Cerca de 130 bancários cruzaram os braços em Franca ontem, no primeiro dia de greve da categoria. Com a falta de funcionários, três agências da área central e uma da Major Nicácio não prestaram atendimento, o que frustrou clientes. Ao todo, são aproximadamente 750 funcionários trabalhando em Franca. A paralisação dos bancários, que abrange todo o país, segue por tempo indeterminado.

Na manhã de ontem, a diretoria do Sindicato dos Bancários se reuniu no centro da cidade com a intenção de fechar quatro agências bancárias na região. Foram bem-sucedidos em três delas (Bradesco, Santander e Itaú). A quarta agência, da Caixa Econômica Federal da rua Monsenhor Rosa, manteve o atendimento. Segundo informações da gerência, apenas alguns funcionários aderiram à paralisação, o que não prejudicou as atividades. Fora do Centro, a Caixa da Major Nicácio fechou as portas.

A pauta de reivindicações dos bancários tem mais de 60 itens, mas o principal é referente ao aumento salarial. A categoria pede um reajuste de 11,93%, que contempla a reposição da inflação e mais um ganho real de 5%, de acordo com o secretário de comunicação social do sindicato, Rogério Marques. “O campo que mais lucra nesse país são os bancos. No primeiro semestre deste ano, os maiores bancos do país lucraram R$ 27 bilhões. Então, é inadmissível que o setor não atenda aos anseios dos seus funcionários”, disse.

A categoria rejeitou a proposta de reajuste de 6,1% da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). “Não há nenhuma negociação em vista. A última reunião que ocorreu com a Fenaban foi dia 5. Desde então, o silêncio impera. Na última semana, enviamos um ofício à Fenaban pedindo que ela voltasse à mesa de negociação, mas não tivemos resposta. Enquanto a Fenaban adotar essa postura, a greve vai continuar”, disse Rogério.

Em nota, a Fenaban afirmou que tem uma prática de negociação pautada pelo diálogo com as lideranças sindicais. “Nos últimos anos, porém, tem sido recorrente que as lideranças sindicais tenham um calendário próprio para deflagração de greve, independente dos espaços de negociação”, diz o texto. A Federação diz que lamenta o posicionamento dos sindicatos, já que isso causa transtorno à população, e informa que existem alternativas para realizar transações bancárias, como caixas automáticos, Internet Banking, banco por telefone ou celular, rede 24 horas e correspondentes.

Queixas
O primeiro dia de greve dos bancários em Franca frustrou alguns clientes que procuraram por atendimento nas agências do Centro. “Eles estão no direito deles [de fazer greve], mas que atrapalha a gente, atrapalha. Meu filho está na reta final de fazer um financiamento e, agora, [o processo] parou”, disse Regina Duarte, 57. “Essa greve é ruim. Se precisar descontar um cheque e a pessoa não tem conta no banco, como faz?”, indagou a coladeira de peças Juliana Rodrigues, 24.

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