11 de julho de 2026

Guarda Civil de Franca tira das ruas 109 veículos em oito meses


| Tempo de leitura: 2 min
Guarda civil municipal fiscaliza documentação de mototáxi no terminal de ônibus intermunicipal

A Guarda Civil de Franca tirou de circulação 109 veículos que transitavam pelas ruas da cidade em situação irregular, entre janeiro e agosto deste ano. Foram 46 mototáxis, 36 táxis, 16 veículos abandonados, 9 automóveis intermunicipais e 2 vans escolares. Todos eles foram guinchados até o Pátio Modelo. Os responsáveis pelos meios de transporte têm de arcar com as despesas do guincho e ainda pagar a diária do pátio e uma multa administrativa, que varia entre R$ 800 e R$ 3 mil dependendo da gravidade do caso. O veículo é liberado somente após a quitação de todas essas dívidas.

De acordo com o inspetor da Guarda, Luiz Fernando Fernandes, a maioria das apreensões ocorreu por problemas nos alvarás de licença exigidos pelo município e também pela inexistência de seguro. “Caso aquele veículo se envolva em qualquer tipo de acidente, o alvará mostra que ele tinha sua situação regularizada e o seguro garante que, em caso de culpa, ele conseguirá pagar todas as partes envolvidas.”

Táxis clandestinos também fazer parte do “cardápio” comum encontrado nas ruas francanas. “Muitas agências, como não conseguem atender a demanda de clientes, acabam adquirindo outro veículo para fazer o serviço”, disse João Pires de Castro, chefe do Setor de Fiscalização de Transportes Alternativos da Guarda.

Esse volume de automóveis apreendidos, ainda de acordo com Fernandes, é fruto da criação dessa divisão específica para fiscalização de trânsito na Guarda. São seis agentes trabalhando exclusivamente para evitar que veículos em situação irregular transitem pela cidade. “A Guarda Civil sempre fez isso, porém, tínhamos também outras atribuições”, disse o inspetor. “Com a criação desse setor, no início deste ano, conseguimos ampliar nossas ações e trabalhar em horários especiais.”

Mototáxis
Fernandes não revelou quantos automóveis foram retirados de circulação no ano passado. Disse apenas que o número foi bem menor, pois os mototáxis só passaram a ser fiscalizados em 2013, depois que uma resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) criou exigências a esses profissionais. Agora, as motos precisam ter a antena que corta a linha de cerol, o mata-cachorro e o protetor de escapamento. Já o motorista precisa usar touca debaixo do capacete e trajar um colete com faixas reflexivas, além de precisarem fazer um curso, oferecido pelo PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador, na rua Campos Salles, 1.495) para terem o alvará.