10 de julho de 2026

‘Tenho muita coisa a viver’, diz advogada que luta contra leucemia


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Foto de arquivo mostra doadores de medula em campanha no Hemocentro de Franca

Com campanhas nas redes sociais e site informativo sobre a doação de medula óssea, a advogada Carolina Parzewski Guimaraes Vivenzio, 36, corre contra o tempo para encontrar um doador compatível e se submeter a um transplante que poderá salvar a sua vida. Nos últimos dias, as ações e apelos têm se intensificado, já que há um prazo para que o procedimento seja possível.

“Eu não posso enfrentar mais que três ciclos de quimioterapia porque o meu organismo já não vai mais aguentar o processo. Então, no período de três a cinco meses, preciso encontrar uma medula compatível”, disse a advogada na última quarta-feira, 11, quando recebeu o Comércio em um quarto do Hospital Regional.

De acordo com Carolina, um ciclo da quimioterapia a que se submete compreende a oito dias de internação - quando medicamentos são administrados 24 horas por dia em seu corpo - e 28 dias de descanso. Ela avança para o fim do primeiro ciclo.

Com sorriso aberto nos lábios e olhos expressivos de um azul profundo, Carolina recebeu a reportagem ao lado de sua mãe, Rita de Fátima Parzewski, para falar sobre suas esperanças, pedir para que mais pessoas se apresentem ao Hemocentro como doadoras e contar como a luta começou.

“Em setembro de 2012, eu quis fazer uma cirurgia para corrigir um desvio de septo. Os exames de sangue exigidos estavam alterados e fui encaminha para um hematologista. Ele realizou um mielograma que detectou leucemia mielóide aguda”, disse.

“A partir de então passei por seis ciclos de quimioterapia e, seis meses depois, os exames apontaram que não havia mais células doentes no meu organismo. Retomei minha vida, assumi função administrativa na Prefeitura de Itirapuã até que, no último dia 3, descobrimos que a doença voltou.”

Vida
As falas de Carolina, até então serenas e firmes, tornaram-se embargadas e vieram as lágrimas, quando seu filho foi mencionado. “Estou muito focada em encontrar um doador e ficar bem, porque eu ainda tenho muita coisa para viver... Tenho um filho de 10 anos que precisa de mim.”

Campanha
Um motivo que tem dado ânimo à família é a semana de incentivo à doação de medula óssea, promovida através da Lei Ana Laura e que se inicia no próximo dia 22. Para quem não se lembra, a lei nasceu em Franca inspirada na história da pequena Ana Laura Alves Silva, de 11 anos, que lutou por quase dois anos contra a leucemia, não resistindo.

“Eu gostaria muito que essa iniciativa do Adérmis [Marini, vereador que propôs a Lei Ana Laura] fosse ampliada”, afirmou Rita, mãe de Carolina. “O Ministério da Saúde deveria fazer desta uma campanha nacional, porque a informação sobre o assunto é pouco divulgada. As pessoas não têm a dimensão do que ir ao Hemocentro e gastar 10 minutos do seu tempo significa para milhares de família.”