Há ainda muita terra pra comer
Há muito vidro pra quebrar
Há muito doce pra mexer
Não se pode mais piscar
Nem fraquejar nem praguejar
Estão todos te olhando
A carregar o alfabeto inteiro no peito
Pendurando no cabide do fracasso
O terno gasto da culpa
De ter vendido a própria mãe
Por um pedaço de maçã
Júlia Moscardini, psicóloga