10 de julho de 2026

Secretário do PMDB quer expulsar empresário João Rocha do partido


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João Rocha

O PMDB ressurgiu das cinzas em 2012, quebrou um jejum que durava oito anos e conseguiu eleger um vereador, o delegado Radaeli. Também fez o vice-prefeito, Fernando Baldochi. Renovado, o partido pretende ser uma alternativa nas eleições para deputado em 2014. Mas, antes, precisa resolver antigos conflitos envolvendo sua velha guarda. Secretário-geral do PMDB, o ex-deputado federal e eterno candidato Aírton Sandoval Santana, protocolou um requerimento pedindo a expulsão do empresário João Batista Rocha. O motivo são as críticas que Rocha fez a ele em entrevista ao Comércio em junho do ano passado.

João Rocha pretendia ser candidato a prefeito. Promoveu eventos para se apresentar e reuniu grupo de apoiadores. Seus planos foram frustrados. O PMDB desistiu de lançar candidatura própria e se juntou ao PSDB. Com a vitória nas urnas, Aírton descolou um cargo de confiança no governo de Alexandre Ferreira. Antes, João Rocha classificou a dobradinha de “desastre”. “O PMDB vai continuar submisso e sujeito às ideias do senhor Sidnei Rocha.” Anunciou a retirada de seu grupo da campanha e afirmou que Aírton Sandoval era coisa velha do PMDB. “Nosso planejamento previa que teríamos candidatura própria. Durante o percurso, prevaleceu a velharia do PMDB. Não vou andar com Aírton Sandoval Santana. Não me faz bem a companhia desta pessoa.”

A Comissão de Ética do Diretório Municipal do partido ainda não se reuniu para analisar o pedido de expulsão. Decisão deve ser tomada até o fim do mês. Enquanto isso, o PMDB trabalha nos bastidores para tentar repatriar Sidnei Rocha, não por acaso, inimigo político de João Rocha.

É só amanhã!: Termina sábado o prazo para interessados em disputar as eleições para deputado pelo PSDB se inscreverem. Por enquanto, só Roberto Engler oficializou o desejo de tentar a reeleição. Marcelo Valim e Adérmis Marini estão no páreo para sair a federal.

Caixa preta: O vereador Pastor Otávio (PTB) é o campeão de gastos com placas de homenagem na Câmara. Já queimou R$ 1,7 mil de recursos públicos este ano em suas solenidades. Laercinho (PP) fica pouco atrás: R$ 1,3 mil. Por outro lado, Adérmis Marini (PSDB) foi o que mais gerou despesa para emoldurar diplomas: R$ 440. Laercinho aparece novamente no ranking como o que mais usou dinheiro para enviar convites, R$ 420. É que o Paiolzinho fica longe.

Hierarquia do poder: Eleitos democraticamente pelo voto popular após uma acirrada disputa com quase 300 concorrentes, os vereadores são a quarta força na Câmara Municipal. Antes deles, dão mostras de terem mais poder as advogadas, os diretores e, claro, os assessores. Não necessariamente nessa ordem.

Valeu, Alexandre!: Os comerciantes do Centro estão felizes da vida com o prefeito. Enquanto Alexandre Ferreira (PSDB) elimina 329 vagas de estacionamento na área central, o Franca Shopping abrirá 649 novos espaços para atrair e dar mais conforto aos consumidores.

‘Terrorista’ absolvido: O presidente da Câmara, Jépy Pereira (PSDB), vai retirar a representação que fez na polícia contra Lucas Lespinasse. O manifestante era acusado dos crimes de injúria e desacato por ter cometido um grave “atentado”: jogou duas pizzas no plenário. Lespinasse escreveu uma carta dizendo não ter agredido ninguém e feito um manifesto democrático.

Enrolation: Os vereadores perderam quase duas horas, terça-feira, discutindo se a presidente Dilma Rousseff (PT) deveria ganhar uma moção de aplausos por ter implantado o programa Mais Médicos. Josivaldo Bahia (PTB), que votou contra, mexeu na ferida: “A saúde está uma merda e o PT faz parte disso”.

Edson Arantes
Jornalista - edson@comerciodafranca.com.br