Irresponsável, egocêntrico e exagerado, mas um verdadeiro gênio. Provavelmente é assim que a maioria dos fãs da série Two and a Half Men classifica Carlos Irwin Estevez, ou, simplesmente, Charlie Sheen, ator de filmes como Platoon e Top Gang. Ele é, também, o tipo de trabalhador que uma empresa não contrataria, mas que é perfeito para os “padrões Hollywood” dos dias de hoje por se expressar sem medo, fazer só o que quer, dizer o que pensa sem filtrar as palavras e alguém ideal para tomar uma boa dose de whisky e falar de mulheres. E é esse cara que, no último dia 3, chegou aos 48 anos de idade, despertando a completa devoção de todos os machões que ainda habitam nesse planeta.
Apesar de ser admirado por sua sinceridade e humor ácido, Sheen já causou e teve diversos problemas por seu comportamento explosivo. Filho de Martin Sheen (premiado ator norte-americano), Charlie foi expulso de Two and a Half Men em 2011 após chamar o criador da série, Chuck Lorre, de “imbecil” e brigar com alguns produtores da Warner, que demitiram o ator após ele faltar nas gravações da série por conta de uma festa de 36 horas de duração que ele mesmo promoveu. E olha que ele era o ator mais bem pago da televisão mundial, lucrando cerca de US$ 1 milhão por episódio gravado.
Atualmente, o filho de Martin Sheen divide seu tempo entre as beberranças (sempre com estilo e mais moderadas!), seus filhos com suas três ex-esposas, alguns filmes e está se encaminhando para uma nova temporada de Anger Managment, sua nova série.
Entre erros e acertos, Charlie continua vivendo da maneira que bem entende. Uma simplória lição de vida. Mas, lembre-se, vinda de quem tem milhões de dólares para queimar à vontade.