08 de julho de 2026

É preciso repensar o País


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Ação que ficou bastante conhecida, principalmente na década de 1990, a reengenharia se propunha a refazer todas as rotinas de uma empresa, partindo dos níveis mais baixos até a sua direção. No final do século passado e início do atual, tornou-se a grande sacada de corporações que buscavam melhorar a sua presença no mercado, qualquer que fosse o seu ramo de atuação. Hoje, a reengenharia está um pouco esquecida, mas é justamente disso que o Brasil está precisando: uma ampla faxina que atinja principalmente a administração pública, passando pelas câmaras legislativas de todo o País, inclusive mudando profundamente os Códigos (Civil e Penal) que balizam a Justiça brasileira.

Da forma como está, com máquinas administrativas públicas inchadas e ineficientes, legislativos (Congresso, Assembleias estaduais e Câmaras de Vereadores) cujo custo-benefício não justifica a sua existência e a Justiça que não consegue dar uma resposta aos anseios da sociedade, não será possível continuar com a vida do Brasil. Estamos vendo uma escalada da violência, da corrupção e da desfaçatez com a coisa pública que trouxe o País à beira do caos. A continuar assim, melhor parar tudo e começar do zero.

O brasileiro é o maior culpado dessa situação, quando se omite ou então exerce o direito ao voto de forma negligente, permitindo que políticos sem qualquer compromisso com as reivindicações da maioria o representem. Não se pode admitir que a classe política goze de benefícios que a maioria dos trabalhadores brasileiros não desfruta. Além de salários altos, deputados e senadores ainda podem gastar à vontade e mandar a conta para o contribuinte. É preciso que haja uma limitação que desencoraje o aproveitador, o velhaco, o corrupto.

Outro ponto é a ineficiência da administração pública, onde Saúde e Educação não recebem a atenção devida pela sua importância. Utilizar cargos para manter uma bancada majoritária atuando de acordo com os interesses dos governantes de plantão é uma prática já enraizada na vida política brasileira. Os governos (federal, estaduais e municipais) não privilegiam a capacidade e a competência. Acordos fechados nos porões dos palácios continuam atravancando o crescimento do País.

Por último, e não menos importante, são os códigos de leis de que dispomos. O Código Penal, principalmente, formatado há mais de 70 anos, precisa urgentemente de uma atualização, tornando mais justas as penas à maioria dos crimes previstos. Até o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) precisa ser refeito, para abarcar a realidade que o Brasil vive, aposentando a obra de ficção hoje existente, onde menores podem matar, roubar e mutilar sem que sejam penalizados.

A necessidade de mudança é real. Quem sabe o brasileiro não se conscientize e comece já nas próximas eleições, votando em quem realmente queira trabalhar pelo Brasil? Pode ser o primeiro passo para que possamos voltar a ter orgulho de trazermos nos corações as cores verde e amarela da nossa bandeira.