Araxá é destino certo para quem aprecia arte e gosta de conhecer cidades históricas. Somente a Fundação Cultural Calmon Barreto administra quatro museus no município e recebe centenas de turistas ávidos por conhecer um pouco mais do passado do local e de uma de suas mais ilustres moradoras do século 18, Anna Jacintha de São José.
Para quem não associa o nome à personagem, Anna Jacinta era a identidade de Dona Beja, a jovem que se tornou cortesã imperial, encantou burgueses com sua beleza e escandalizou a sociedade araxaense.
Com o tempo, ela se tornou poderosa, virou grande fazendeira e se instalou em um casarão no Centro de Araxá, onde hoje está o Museu Histórico que leva o nome de Dona Beja.
O imóvel de 16 cômodos fica na Praça Coronel Adolpho e guarda pertences da consagrada personagem, além de mobiliário da época. Segundo a monitora do museu, Vanilda Gotelipo, a história de Dona Beja ganhou mais destaque nacionalmente após ela se tornar tema de novela da Globo e de desfile de escola de samba. “A novela passou na década de 80 e Dona Beja foi interpretada com maestria por Maitê Proença, inclusive um dos vestidos usados pela atriz na novela está no museu.”
O espaço funciona de segunda a sábado, das 9 às 18 horas, e domingo, das 8 às 13 horas. Para visitar o museu é cobrada taxa de R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). O valor dá direito a entrada aos outros quatro museus da FCCB.
Um deles é o Museu Calmon Barreto, que reúne várias telas e esculturas do artista plástico nascido em Araxá e que foi diretor da Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro. Também compõem o guia histórico o Memorial de Araxá e o Museu Sacro da Igreja de São Sebastião.
Esse último possui esculturas barrocas de santos e peças sacras que ficam na sacristia da capela construída em 1804. Apesar de simples, a visita ao museu vale por ser patrimônio histórico tombado pelo governo mineiro e por possuir na entrada o túmulo do seu construtor José P. Bom Jardim, que tinha como desejo ser enterrado no local para “ser pisoteado pelas pessoas”.