Morreu no domingo, primeiro de setembro, Carlos José de Morais, funcionário aposentado dos Correios. Tinha 53 anos. Há três anos, teve diagnosticado câncer no pulmão, e passou a conviver com várias internações. Em duas, submeteu-se a cirurgias. Foi novamente levado ao Hospital Regional há um mês. Mesmo necessitando às vezes da máquina de oxigênio, mantinha-se consciente de sua situação. Segundo sua irmã Daniela, “mantinha-se alegre, como podia, pela presença de familiares a amigos”. Morreu no domingo, em sua casa.
Filho dos cearenses Adelias Pinto de Morais e Maria Josina de Morais, e irmão de José, Antônio, Fátima e Daniela, Carlos nasceu em Peixoto (SP), uma das três usinas hidrelétricas (as outras foram Furnas e Estreito) onde seu pai trabalhou. Quando as obras ficaram prontas, a família decidiu-se por transferir moradia para Franca.
Aqui, por concurso, Carlos ingressou nos Correios, iniciando como carteiro. Depois, passou a trabalhar no correio central, como agente. Carlos Delduque, companheiro de trabalho (prestaram concurso e ingressaram juntos na instituição em 1980) disse que aprendeu muito com o jeito de ser de Morais, como seus companheiros o chamavam. “Estendia a mão a quem precisasse, tanto no serviço quanto fora. E adorava jogar futebol. Nossos ‘rachões’ de fim de semana nunca mais foram os mesmos.”
A voz geral de seus companheiros (grande parte compareceu ao velório) reputa Morais como funcionário exemplar. “Nunca o vimos reclamar de nada. Foi profundamente comprometido com o trabalho. Dia destes, manifestou o desejo de passar pela agência para rever o pessoal, mas, infelizmente, não conseguiu. Permanecerá a saudade’, disseram.
Deixa, viúva, depois de 30 anos de casamento, Maria Aparecida Silva Carrijo de Morais. Do enlace nasceram Juliana (casada com João Pedro Cardoso Pinheiro) e Débora (casada com André Luís Corrêa Neves).
Foi velado no São Vicente de Paula. O sepultamento aconteceu no mesmo dia, 16h30, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras, com serviços da Funerária Francana.