A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) abriu inquérito para apurar denúncias contra um pai acusado de abusar sexualmente do filho, portador de deficiência mental. Laudo do IML (Instituto Médico Legal) confirmou o estupro.
Entrevistado por uma psicóloga designada pela delegada Graciela de Lourdes David Ambrósio, a vítima relatou em detalhes a violência sexual e demonstrou desejo de continuar o relacionamento. O suspeito deve ser intimado para prestar depoimento na próxima semana.
“Recebemos a denúncia, o caso foi registrado e, com os laudos comprovando o crime, instauramos o inquérito. Agora é ouvir o suspeito”, disse a delegada Graciela Ambrosio ontem. Ela, no entanto, não forneceu detalhes como idade e o bairro de residência dos envolvidos. “Queremos preservar a vítima, pois ela poderia ser facilmente identificada, causando ainda mais constrangimento à família”, explicou.
Os abusos seriam praticados durante o banho, na casa do pai que é separado da mulher. Com base no que disse o adolescente, a polícia apurou que o pai iniciava tudo com beijos na boca. Na sequência, realizava sexo oral e masturbação no filho. Por fim, consumava a conjunção carnal.
Além dos exames e laudos da psicóloga comprovarem o estupro, descobriu-se que o garoto teria ficado “viciado” nos abusos. “A líbido sexual da vítima foi despertada e o que ela mais perguntou durante sua consulta era se poderia continuar pegando o short e a tolha para tomar banho com o pai”, revelou a delegada.
O abuso sexual estaria ocorrendo há pouco tempo. O garoto não tem noção da data exata em virtude da deficiência mental. O caso foi descoberto por familiares após ele reclamar de dores no ânus e dizer que o pai tinha passado uma “pomada”.