Até a manhã de ontem o Sindicato dos Bancários de Franca ainda não tinha decidido de que forma iria aderir à deliberação das centrais sindicais. Um aviso de greve foi publicado, mas segundo o secretário de Imprensa e Comunicação Social do Sindicato, Rogério Marques da Silva, foi apenas como precaução. “Fizemos o aviso de greve para nos resguardar porque a legislação exige. A diretoria ainda vai definir se os bancários vão ou não paralisar por 24 horas. Essa paralisação pode até ser substituída por uma manifestação ou um retardamento de abertura dos bancos.”
Para ajudar na decisão, o Sindicato pretendia na tarde de ontem ir às agências e consultar a classe. A atitude definida pela diretoria não foi divulgada, mas tanto a greve quanto a manifestação é também uma forma de pressionar os bancos a apresentarem uma proposta de reajuste salarial que complemente a pauta de reivindicações dos bancários.
“Três rodadas de negociação já foram realizadas com os bancos e as nossas reivindicações ainda não foram atendidas. Foi um total descaso dos banqueiros com os bancários. Reivindicamos um reajuste salarial de 11,93%, que é a reposição da inflação mais um aumento real de 5%. Em negociação na Fenaban [Federação Nacional dos Bancos], eles falaram que o reajuste real solicitado é algo ‘impensável’ para os bancos”, disse o secretário de imprensa do sindicato.
Na próxima quinta-feira, 5, está prevista nova negociação com os bancos para que uma proposta de reajuste salarial seja apresentada aos bancários.