08 de julho de 2026

Reunião de pais


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Na relação entre escola e família, há um rito consagrado: a reunião de pais. Embora institucionalizado, esse encontro entre família e escola tornou-se momento burocratizado, frio, em que a comunicação não flui. Pode-se elencar algumas razões sobre isso.

Uma reunião precisa ter objetivos. Um deles, fazer com que os pais entendam os desafios da educação, conheçam seu papel como parceiros, apoiem a escola nos seus objetivos. Pais, também, têm que ser ‘formados’.

Tem que ser momento de diálogo. Quase sempre a escola convida pais apenas para ouvir, não para falar. A reunião é palco de orientações, broncas, regras da escola. Sobra pouco tempo para que as famílias tenham acesso aos professores, coordenadores e diretores.

Pais precisam ser persuadidos a participar. Isso não se faz por bilhetes que chegam em cima da hora. O convite à reunião deve ser feito e valorizado com cartas polidas e bem explicadas, entregues no portão da escola, na hora de levar e buscar filhos, seja por outros meios. ‘Todos os pais devem comparecer’: este deve ser o objetivo buscado.

É importante que os pais saibam o que foi feito depois de cada encontro, quais os resultados das discussões discutido, tanto no plano individual (de um aluno ou aluna), como no plano coletivo (das melhorias necessárias para a resolução de problemas).

Por fim, a escola deve cuidar sempre para que a reunião seja momento agradável no qual os pais sejam bem recebidos, valorizados, e fiquem convictos de que ali é o lugar deles. Ninguém gosta de estar onde não é reconhecido, onde não se sente bem. Os gestores precisam fazer as honras da escola e torná-la uma casa que é de todos.

Reuniões de pais precisam ser planejadas desde o início do ano. A escola deve se preparar como um time que se prepara para um jogo de campeonato no qual tem-se que vencer, juntos.

Francisca Paris
Pedagoga, mestra em educação