Ir em Capitólio e não conhecer os canions é como viajar ao Rio de Janeiro e não visitar o Cristo Redentor. A comparação pode parecer exagerada, mas os capitolinos (de quem nasce em Capitólio) garantem que não e recomendam que se faça o passeio com tempo e, claro, com máquina fotográfica.
Os paredões rochosos formam um belo e admirável cartão postal e segundo os promotores do passeio, não há turista que não exclame um elogio ao avistar o local com mais de 20 metros de altura diante do espelho d’água.
O acesso ocorre somente por água e o turista pode escolher entre ir de chalana com capacidade para 110 pessoas, escuna com 30 vagas ou ainda de lancha. No município, cerca de 20 embarcações, de acordo com a Prefeitura, oferecem o passeio que pode ser agendado nos hotéis da cidade ou ainda no restaurante do Turvo às margens da rodovia MG-050 e do lago. A duração média do percurso é de três horas, custa em torno de R$ 50 por pessoa e inclui visita ao Ninho dos Tucanos, à cachoeira Cascatinha e à Lagoa Azul, com sua cachoeira e um bar flutuante denominado de aquabar, onde os turistas podem desfrutar de drinks e petiscos. Vale ressaltar que a chegada aos canions é espetacular, dá direito a trilha sonora e compõe um cenário admirável.
O empresário Luiz Carlos de Pádua realiza o roteiro desde a década de 90 e é um grande conhecedor da história do represamento feito por Furnas no local. Segundo ele, o lago começou a surgir por volta de 1962 e alterou toda a geografia da região. Atualmente, o “mar de Minas” abrange 34 municípios mineiros com uma extensão de 3,5 mil quilômetros, sendo 1440 quilômetros quadrados de superfície.
“Meu pai veio com a família toda para cá na época do represamento e acompanhou essa transformação. Em 90 começamos a focar o turismo, pois víamos um futuro nessa região de belezas naturais”, disse Luiz.
De acordo com o Guia Quatro Rodas, o lago de Furnas é quatro vezes maior que a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.