08 de julho de 2026

Telescópio Kepler


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Desde que Galileu montou seu telescópio e o apontou para os céus, a humanidade não parou de criar artefatos para observar as estrelas. Vivemos as fantásticas descobertas do Hubble. Ultimamente, estrelava o Kepler, responsável por caça a planetas extrassolares. Apresentou defeito.

Por quatro anos, fez descobertas incríveis: 135 planetas confirmados e 3,5 mil em estudo. Suas imagens são analisadas considerando-se a luminosidade das estrelas. Por exemplo, se alguém olhasse para o nosso Sol, observaria uma pequena diminuição da luminosidade do Sol a cada 365 dias, essa seria a evidência do planeta Terra.

Uma das últimas descobertas foi um planeta menor que Mercúrio e pouco maior que a Lua, o chamado Kepler 37b. Orbita estrela pouco menor do que o Sol e localiza-se a 200 anos-luz de nós. Um vizinho, considerando a grandeza da galáxia. Um pouco antes, outros três planetas menores que a Terra foram descobertos orbitando estrela anã-vermelha com um sexto do diâmetro do Sol.

Os cientistas acreditam que estrelas que tenham planetas em órbita sejam regra e não exceção, e calculam média de 1,6 planeta por estrela. Estimam que nossa Via Láctea tenha cerca de 50 bilhões de planetas. E, desses, 500 milhões estão na zona habitável, ou seja, local onde as órbitas terem temperaturas favoráveis à vida, ao menos como a conhecemos em nosso planeta.Quando pudermos detectar água, aí poderemos sonhar com estimativas de planetas com algum tipo de vida. O nome do telescópio é uma homenagem ao astrônomo e matemático Johannes Kepler (1571, 1630), conhecido por suas leis da mecânica celeste, as Leis de Kepler, quebrou o conceito da época ao descobrir que as órbitas não eram circulares, como acreditava Copérnico, mas elípticas.

Mario Eugenio Saturno
Tecnologista do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)