09 de julho de 2026

12 anos, viciado em drogas e ladrão. Mãe pede ajuda pra filho


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Área interna do Complexo Poliesportivo, um dos lugares onde a criança já cometeu delitos

À primeira vista ele parece uma doce de criança. Mas a realidade é outra. Um menino de pequena estatura, 12 anos, que aparenta ter ainda menos idade, pode estar envolvido em diversos crimes. Em três meses ele já foi flagrado duas vezes pela Polícia Militar com veículos furtados. O 4º Distrito Policial investiga outros delitos que ele teria cometido principalmente na região do Poliesportivo. O número de atos infracionais desta criança, como são registrados os delitos praticados por menores de idade, pode ultrapassar uma dezena.

Usuário de maconha, o estudante comete os crimes para obter dinheiro e manter o vício. Em desespero, a mãe, sapateira de 39 anos e que está desempregada, pede ajuda. “Ele está fumando maconha e me dando trabalho”, garante a mulher. Separada do marido, ela vive de uma pensão de R$ 200, do salário de balconista da filha de 17 anos, pequenas faxinas e lavagem de roupas de universitários.

O histórico de atos infracionais do garoto é recente. Teve início no dia 12 de maio, Dia da Mães, quando ele furtou uma moto e um carro nas proximidades do Poliesportivo e foi surpreendido com 19 gramas de maconha. A última vítima que a polícia tem notícia é um vendedor, que teve a moto furtada na noite de sábado, no Póli. O garoto foi surpreendido com ela na Vila Santa Rita.

O delegado Dalmo Mateus Polo, do 4º DP, confirmou que há investigação em andamento para apurar “algumas ocorrências em que a criança é suspeita de participação”. Polo preferiu não enumerar os atos infracionais, por que, inicialmente, o menino de 12 anos é apenas “suspeito”. Um dos atos infracionais atribuídos a ele foi gravado pela câmera externa de um estabelecimento na avenida Paulo VI, no Parque Progresso. Nas imagens, o menino aparece entrando e saindo com uma mochila contendo três aparelhos celulares de última geração e tablet avaliados em cerca de R$ 3 mil. A mochila foi localizada vazia.

‘Expulsa de casa’
O menino é filho de pais separados há quase 11 anos. Quando ele começou a se envolver com drogas e furtos, a mãe procurou o ex-marido para conversar. Segundo ela, a sugestão do pai foi pegar as roupas dele, jogar na rua e expulsá-lo de casa. “Ele não me obedece, não me respeita, é nervoso, não para em casa, mas é meu filho e jamais o mandaria embora”, garantiu a mulher.

Uma clínica de recuperação na grande São Paulo se propôs a receber o menino pelo custo de R$ 1.200 mensais. A mulher não aceitou por não ter como arcar com a despesa. O que ela quer? “Estou procurando internação. Preciso de um laudo médico e autorização da Justiça para interná-lo em uma clínica que não me cobre nada, por que não tenho condições de pagar.”