A solene celebração de volta de Nossa Senhora ao céu é muito importante para os católicos. No céu, Nossa Senhora intercede por nós e nos aguarda! Aqui, neste Comércio da Franca totalmente modernizado, vamos ver que lições a Palavra de Deus nos ensina neste domingo.
PRIMEIRA LEITURA — APOCALIPSE 11: A Maria do evangelho é muito próxima de nós: percorreu um caminho de fé às vezes obscuro e cansativo, não entendeu tudo e pediu explicações ao anjo. O desígnio de Deus a respeito dela e a respeito de seu filho permaneceu, também para ela, misterioso e velado até que chegou a luz da Páscoa. No céu, dois sinais. O primeiro é uma mulher revestida de sol, com a lua sob seus pés. Sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. O segundo é um dragão, serpente gigantesca avermelhada de sangue, dotada de uma força descomunal, capaz de arrastar do céu um terço das estrelas.
A mulher está grávida, grita por causa das dores do parto e dá à luz um filho. O dragão coloca-se para devorar a criança. Sabe que está destinado a governar todas as nações com cetro de ferro. A mulher parecia vencida, mas Deus intervém: toma o filho e o transporta para o céu, enquanto a mulher busca refúgio no deserto. O menino é Cristo. A mulher, parece ser Maria. Mas não é isso. João não pensava diretamente nela. Quem conhece o Antigo Testamento sabe que a mulher representa a comunidade de Israel e é a esse povo que se referem as dozes estrelas. O sol indica a glória divina, com a qual está coberto esse povo.
O dragão vermelho simboliza o mal, o inimigo de Deus e de seu plano de amor. Essas forças destrutivas se atiram contra o Messias desde o dia do seu nascimento no dia da Páscoa em que Jesus, saindo do sepulcro, revelou-se como Cristo, como Messias.
O dragão está definitivamente vencido, mas se debate atirando sobre a terra um terço das estrelas do céu. Estrelas não representam anjos, mas os cristãos do tempo de João que não se mantiveram fiéis à fé e não resistiram às tentações, seduções e prazeres deste mundo. A mulher que foge e procura refúgio no deserto é a Igreja.
SEGUNDA LEITURA - 1ª CARTA AOS CORÍNTIOS 15: Paulo entendia que a vinda do Messias teria dado origem a dois reinos, que se sucederiam: o primeiro, o reino do Messias; o segundo, o reino de Deus. O que Paulo quis dizer com a expressão ‘inimigos a ser submetidos’? São as formas de morte com as quais nos confrontamos neste mundo: fome, nudez, doença, ignorância, escravidão, medo, egoísmo, pecado.
Quando tudo isso for destruído, Cristo entregará a Pai o seu Reino. Terá início o reino de Deus, que durará pela eternidade.
EVANGELHO — LUCAS 1: No Evangelho, Maria é proclamada ‘bem aventurada’ porque acreditou no cumprimento das palavras do Senhor. Quantas promessas Deus fez pela boca dos profetas! Quando demoraram para realizar-se, os homens duvidaram da fidelidade do Senhor. Preferiram confiar em si mesmos, nos seus projetos e acabaram por ir ao encontro de insucessos. Maria, ao invés, é ‘bem aventurada’ porque confiou em Deus, cultivou a certeza de que a palavra do Senhor se cumpriria.
‘Bem-aventurada és tu que creste’. Essa a primeira bem-aventurança que se encontra no evangelho de Lucas. Maria é bem-aventurada não porque viu, mas porque confiou na palavra de Deus. No evangelho de João esta mesma bem-aventurança vem ao fim. O Ressuscitado a dirige a Tomé: ‘Felizes os que creem sem ter visto’. A fé autêntica não necessita de verificações, mas funda-se somente sobre a Palavra e se manifesta na adesão incondicional à ela. Quanto a isso, Maria ensina que vale a pena confiar nas palavras do Senhor sempre
Monsenhor José Geraldo Segantin - Administrador Diocesano
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