O acusado de ter cometido um duplo homicídio na última sexta-feira, em Rifaina, foi encontrado e preso na manhã de ontem em Igarapava (distante 107 quilômetros de Franca). Carlos Batista Alves de Oliveira, 35, estava foragido desde segunda-feira, 12, quando a polícia da estância turística encontrou os corpos - já em estado de decomposição - de sua mulher, a faxineira Patrícia Raquel da Silva, 38, e de seu enteado, o estudante Fabrício da Silva do Bonfim, 15. Ambos estavam cobertos por lençóis e com sinais de estrangulamento. O corpo do menino ainda apresentava um profundo ferimento na altura do peito, provocado por uma faca de cozinha deixada na cena do crime. O carro da família, um Chevrolet Celta prata, usado na fuga, foi encontrado pela Polícia Rodoviária Federal no município de Delta (MG), no último sábado. O veículo teria sido utilizado para transportar outro cadáver, mas a polícia descartou qualquer envolvimento do “matador de Rifaina” com esse outro assassinato (leia texto nesta página).
A prisão aconteceu após uma ação conjunta das polícias Civil e Militar dos municípios de Rifaina, Igarapava e Uberaba (MG). Segundo o delegado responsável pelo caso, Fábio José Branquinho Pereira, somente após encontrar o veículo usado na fuga, foi que a polícia teve indícios da localização de Oliveira. “Após a localização do carro [abandonado na rodovia BR-050, no Estado de Minas Gerais], passamos informações para a polícia de Uberaba que, a essa altura, já havia identificado o cadáver abandonado como sendo de um usuário de drogas morador de Igarapava”, disse o delegado, que encaminhou um retrato de Oliveira para a polícia de Igarapava o procurar.
Após várias diligências em “biqueiras” da cidade, uma equipe da Polícia Militar encontrou o acusado. Ele confessou o crime. Disse que matou a mulher porque ela se recusou a dar dinheiro para ele comprar crack. De posse de uma corda de varal, ele estrangulou a faxineira e foi até o quarto do enteado. “De passagem pela sala, ele pegou um pedaço de fio elétrico e tentou estrangular o adolescente, mas como o garoto não morria, ele foi até a cozinha, pegou uma faca e o golpeou no peito”, completou o delegado, que indiciou o assassino por homicídio duplamente qualificado.
O Comércio da Franca, com autorização da Polícia Civil, tentou conversar com Oliveira, mas ele se negou a dar entrevista. Perguntado se gostaria de deixar registrada sua versão dos fatos, ele apenas disse: “Se você arranjar uma solução para o problema do crack, isso irá ajudá-lo a entender o meu lado”.
Carlos Batista Alves de Oliveira
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