Sentindo-se prejudicados pela concorrência com as feirinhas itinerantes, os lojistas da área central se uniram num protesto que chegou à Câmara Municipal, no sentido de dificultar a vinda frequente delas. Alegam que, ao contrário desses feirantes, além de impostos pesados, têm que pagar aluguel, despesas com o local, salários, e por aí vai. Eles têm suas razões, mas a exemplo dos grandes protestos que estouraram no Brasil, a partir dos vinte centavos da passagem de ônibus, outras reivindicações e alertas foram surgindo, levando autoridades e o povo brasileiro a buscarem novos caminhos. Da mesma forma, os lojistas não podem se acomodar apenas no protesto, devem aproveitar para fazer uma análise sincera de como estão trabalhando, o que falta e o que deve ser corrigido, para enfrentarem com mais firmeza a inevitável concorrência, seja de fora ou da própria cidade. A começar por suas instalações, de forma a atrair quem passa na rua. Não se acomodarem com aquele estoque surrado, buscando novidades, praticando um preço que faça girar a mercadoria. Acompanhar atentamente a forma como seus atendentes recebem o consumidor. Oferecendo uma boa acolhida, com um sorriso e uma saudação simpática, já se costuma garantir metade da venda. Que não fique só no protesto, mas numa revitalização do seu negócio.