Depois da polêmica em Franca, a Feira da Madrugada, que se tornou itinerante após o fechamento em São Paulo, preocupa agora os comerciantes da região. Em São Joaquim da Barra, Ituverava e Batatais, as associações comerciais se movimentam juntamente com as respectivas Prefeituras para criar exigências legais que dificultem a instalação da feira.
Em São Joaquim da Barra, a realização da Feirinha do Brás foi anunciada para este fim de semana e coincidiria com uma data importante para o setor comercial, o Dia dos Pais. O evento seria realizado no Pavilhão da Festa da Soja, com a participação de 300 comerciantes, mas foi barrada pelo Corpo de Bombeiros em razão de problemas com o alvará.
Toda essa movimentação provocou polêmica na cidade, dividiu a opinião de consumidores e deixou os comerciantes locais em alerta. “Descobrimos na segunda-feira que a feira seria realizada na cidade, na terça-feira montamos uma comitiva com 30 comerciantes e fomos buscar ajuda do prefeito”, disse o presidente da Associação Comercial e Empresarial de São Joaquim, Carlos Harada.
Segundo ele, o pedido foi para que, caso a feira ocorresse, fosse dentro da legalidade. “De modo geral ela atrapalha, mas também existia a preocupação da segurança e queríamos ainda que houvesse o pagamento de todos os encargos”, disse.
Para evitar problema semelhante, a Associação Comercial e Industrial de Ituverava se antecipou e procurou a Prefeitura para saber se o Código de Postura do município continha cláusulas dificultando a entrada de feiras do tipo. “Os comerciantes ficaram preocupados, mas ficamos tranquilos ao saber que o Código já trata desse assunto”, disse o presidente da ACII, Edelberto Costa.
A preocupação, segundo o gerente executivo da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), Marcelo Rocha, também se verifica em Batatais. Ele esteve naquela cidade, acompanhado de advogados, para orientar a Associação Comercial sobre como proceder diante da tentativa de instalação da feira. “Tivemos uma reunião com o vice-prefeito e apresentamos sugestões e um projeto de lei em defesa dos comerciantes.”
Ainda de acordo com Rocha, a Federação Paulista das Associações Comerciais deve em breve apresentar um trabalho a nível estadual em relação ao assunto. “Existe uma preocupação geral dos comerciantes e eles têm cobrado as Associações”, disse o gerente da Acif.