09 de julho de 2026

Corte de árvores no Sesi gera protestos até em redes sociais


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Árvores em frente ao Sesi da Vila Santa Cruz foram cortadas na semana passada por apresentarem risco de queda

O corte de doze árvores em frente ao Sesi de Franca, localizado na avenida Santa Cruz, na semana passada, gerou polêmica entre vizinhos e até mesmo na internet. Ontem, alguns membros da comunidade virtual Apaixonados por Franca lamentaram a medida tomada pela Prefeitura. “Limparam todas as árvores e plantas só para mostrarem esse prédio frio e feio”, postou um usuário. “Quem autorizou essa loucura?”, indaga outro.

Alguns dos comerciantes que trabalham nas proximidades do Sesi também criticaram o corte. “Não deveriam ter cortado as árvores. Elas faziam sombra e deixavam o ambiente melhor, mais fresco. Nós vivemos em uma época em que precisamos de mais árvores na cidade, e o povo cortando?”, reclamou o comerciante Anderson Estevão, 30. “As árvores cortavam o vento. Agora, a poeira das obras do Sesi vem toda para a minha loja”, queixou-se o dono de papelaria Fransérgio Rodrigues, 34. Já a comerciante Renata Brandieri, 42, gostou da mudança. Ela afirmou que a falta das árvores permitiu que “desse uma clareada” na área.

O secretário de Serviços e Meio Ambiente, Ismar Tavares, esclareceu que as árvores foram retiradas porque possuíam lesões na base do tronco, o que comprometia sua estabilidade e, com isso, ameaçava estudantes e usuários do Sesi, além dos pedestres. “As lesões foram causadas em razão do pequeno tamanho dos canteiros onde foram plantadas”, disse o secretário.

Segundo Tavares, dão realizados mensalmente cerca de 150 solicitações de poda, corte e transporte de árvore. Para solicitar o corte ou poda, é preciso se dirigir à Prefeitura, no Cidade Nova, munido de comprovante de endereço e fotos da árvore, para abrir um processo. É a pasta de Ismar que irá realizar a vistoria para constatar a necessidade do corte e executar o serviço.

Quem descumpre as normas da Prefeitura e abate uma muda ou árvore em via pública (como calçadas e praças) ou em propriedade particular (tratando-se de espécie nativa) paga uma multa que varia de R$ 214,50 a R$ 643,50.

PALMEIRAS
Na manhã de ontem, oito palmeiras foram retiradas da alameda Arminda Nogueira, nas proximidades da avenida Alonso y Alonso, e replantadas em uma praça no Jardim do Éden. De acordo com Tavares, o motivo era que elas estavam muito altas e, por isso, interferindo na rede de energia elétrica. Mesmo sendo necessário, o serviço deixou a designer de interiores Renata Ferreira, 39, decepcionada. “Tinham que colocar outras árvores aqui, vai ficar horrível sem as palmeiras. Elas embelezavam a rua.”