Exposição, palestras e oficinas em diversas cidades além de distribuição de obras e autógrafos compõem a ‘maratona’ de lançamento do livro de inclusão infantil, A estrela de uma ponta, assinado pela artista plástica Goret Chagas. “Este trabalho está sendo desenvolvido há quatro meses e, a cada cidade que visito, vejo que consigo deixar uma marca de alegria, de arte”, disse ela, que já esteve em Araraquara, Taquaritinga e Votuporanga.
O próximo compromisso acontecerá no dia 12 de agosto, no Franca Shopping, onde a partir das 15 horas, o público estará convidado a comparecer ao Espaço de Exposição LiteraTinta, ambientado em um estande 100 metros quadrados. “Dos 10 mil livros publicados, 2 mil serão doados em Franca. Mil já estão com a Secretaria da Educação, 200 ficarão na Feac (Fundação de Esporte, Arte e Cultura)-que me apoia neste projeto- e 800 serão distribuídos para a população, lá no Shopping.”
É válido ressaltar que a estrutura, com exposição de artes e distribuição de livros ficará ativada até o dia 25.
O projeto tem o apoio da Secretaria de Estado da Cultura, através do Programa de Ação Cultural (Proac), AW&G Assessoria de Consultoria como proponente e com o patrocínio da Usina Colombo S/A e Açúcar Caravelas.
OFICINA NO MUNICIPAL
Na manhã de ontem, a artista plástica Goret Chagas convidou cerca de 50 alunos da escola Estadual Profa. Iolanda Ribeiro Novais e ONG Academia de Artes (mantida pelo GCN e voltada especialmente para a educação e cultura) para apresentar sua obra, no Teatro Municipal José Cyrino Goulart. Ao chegar ao local, foi recebida pelas crianças com a canção Aquarela, como forma de homenagem. “Por todos os lugares que passamos a acolhida foi sensacional”, disse o gestor ambiental da Usina Colombo e sócio da AW&G Assessoria -empresas que apoiam o projeto-, Antenor Xavier da Silva. “Fico até emocionado.”
Quanto às crianças, puderam conversar com a Goret, pegar o livro em mãos e pintá-lo com os pés e a boca, em uma experiência que parece tê-las marcado. “Eu nunca tinha feito isso antes (pintar com pés e boca). Foi uma experiência nova, mas que mostrou que basta querer que a gente consegue tudo”, disse a aluna da Academia de Artes, Luana Costa da Silva, de 14 anos. A seu lado, Maria Clara Custório, de 12 anos, se distraia com as tintas, mas decidiu dar sua opinião sobre o dia. “Às vezes, por termos mãos e pés, não valorizamos quem é diferente. Mas mesmo não conseguindo fazer as coisas como a gente, as pessoas se esforçam e tentam construir seu próprio futuro.”
A publicação da obra contou com 10 mil livros a tinta e 1.800 em braile, que serão destinados à Sociedade Francana de Instrução e Trabalho para os Cegos.