09 de julho de 2026

Morreu Dom Jaime Coelho, arcebispo de Maringá (PR)


| Tempo de leitura: 2 min
Dom Jaime Coelho será sepultado hoje na cripta da Catedral Basílica de Maringá (PR)

Morreu na madrugada de ontem, segunda-feira, em Maringá (PR), o francano Dom Jaime Luiz Coelho, primeiro arcebispo daquela cidade. Tinha 97 anos, completados em 26 de julho. Diagnosticado há quatro meses com insuficiência renal crônica, passou a conviver com três sessões semanais de hemodiálise. No sábado, dia 3, quadro agravado, foi internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Santa Casa local. Não resistiu.

Nasceu em Franca, filho de João Amélio Coelho e Guilhermina Cunha Coelho. Teve 13 irmãos. Fez seus estudos fundamentais no Colégio Champagnat. Decidido pela vocação religiosa, ingressou no Colégio São José, dos Padre Claretianos de Batatais (SP). Foi ordenado padre em 1941, na Catedral de São Sebastião, em Ribeirão Preto (SP). No ano seguinte, já era vigário da Catedral da cidade.

Em 1956, foi nomeado bispo da recém-criada diocese de Maringá, pelo papa Pio XII, sendo empossado em 1957. Dom Jaime exercitou sua pastoral e, ao mesmo tempo, integrou-se à vida da cidade. Em 1979, o papa João Paulo II criou a província eclesiástica de Maringá, e elevou a diocese a arquidiocese. Nomeou, Dom Jaime, o primeiro arcebispo local. Ele atuou na função até 1997. Em 1991, ao completar 75 anos, apresentou ao papa, como determinam normas de Igreja Católica, seu pedido de renúncia. A Santa Sé, por considerá-lo em saúde e faculdades plenas, o manteve na função por mais seis anos. No total, foram 40 anos de dedicação ao apostolado.

Em seu currículo, distribuído pela Arquidiocese de Maringá, há referências sobre sua atuação: foi o idealizador e coordenador da construção da Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória; fundador da Faculdade Estadual de Ciências Econômicas, embrião da Universidade Estadual de Maringá; construtor da Livraria Católica, que entregou às irmãs da Pia Sociedade Filhas de São Paulo – Irmãs Paulinas –, que a tornaram Livrarias Paulinas; criador do jornal diário Folha do Norte do Paraná; fundador e primeiro diretor do canal 8, TV Cultura – hoje RPCTV, afiliada à Globo; intermediador da instalação do Colégio Marista local, e primeiro presidente da Regional Sul II da CNBB. A cidade reconheceu sua doação comunitária entregando-lhe a primeira Comenda ‘Américo Marques Dias’, principal honraria do empreendedorismo local.

A Arquidiocese decretou três dias de luto oficial pela morte, procedimento também seguido pela prefeitura, por ato do prefeito Carlos Roberto Pupin (PP). As 56 paróquias de Maringá fecharam ao meio-dia de ontem, segunda-feira, e reabrem amanhã, quarta. O velório continua acontecendo na Catedral Basílica e será encerrado após celebração de missa de corpo presente, às 18h30 de hoje. Após, ocorrerá sepultamento na cripta da Catedral, honras lhe sendo prestadas como primeiro arcebispo local.