09 de julho de 2026

Comerciante de 32 anos é executado a tiros na São Sebastião


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Policiais militares preservam o local onde ocorreu o homicídio ontem à noite. Populares não deram muitas informações sob a alegação de não terem visto nada

O comerciante Gustavo de Oliveira Claudino, 32, sócio proprietário de um bar na Vila São Sebastião, foi executado na noite de ontem com vários tiros. O crime ocorreu em frente ao estabelecimento de sua propriedade em sociedade com um amigo, no cruzamento da rua Sudário José da Silva com a rua Manoel Francisco de Melo. A polícia tem poucas informações sobre o que teria ocorrido em razão da chamada “lei do silêncio”. Vizinhos e populares que se aglomeraram no entorno do bar alegaram não terem visto nada. Alguns declaram apenas que ouviram o que parecia ser o estouro de fogos de artifício. O crime ocorreu pouco depois das 20 horas. (Veja as fotos aqui).

As poucas informações obtidas pela polícia, aliadas às primeiras impressões de peritos da Polícia Científica, indicam que Claudino estava em frente ao seu bar, ao lado de uma churrasqueira junto a um poste de iluminação pública. Os ocupantes de um veículo, possivelmente um Honda Civic de cor preta, chegaram pela rua Sudário José da Silva, sentido Parque Continental ao Parque Vitória Régia.

“Como não há marcas de tiros na churrasqueira, tudo indica que os ocupantes do veículo chamaram o comerciante. Ele se aproximou e neste momento disparos foram efetuados”, comentou Paulo Rodrigues, do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), que esteve no local dos fatos. Marcas dos pneus de um veículo apontam que após os disparos, os autores fugiram pela rua Manoel Francisco de Melo, sentido rua Francisco Marques.

Atingido por tiros de pistola 9 milímetro, o comerciante caiu ao lado da churrasqueira. Uma vizinha do bar, que pediu para não ser identificada, disse que ouviu o que parecia ser um rojão de 12 tiros. “Imaginei que fosse por causa do futebol, mas quando uma garota passou pela calçada falando que atiraram no dono do bar, eu saí para ver”, disse a mulher.

A vizinha ajudou o sócio de Claudino a colocá-lo em um veículo para que fosse socorrido. “Vários homens chegaram, mas nenhum teve coragem de colocar a mão no rapaz”, reclamou a mulher. O baleado deu entrada na Santa Casa morto. O sócio do comerciante, até o fechamento desta edição, não havia se apresentado no Plantão Policial.

Nove cápsulas de 9 milímetro e um papelote de cocaína foram apreendidos, assim como o celular de Claudino, que ficou danificado por um dos tiros. A família ficou aguardando a liberação do corpo para definir os locais de velório e sepultamento.


 Gustavo de Oliveira Claudino