A melhora do desempenho da educação nas últimas duas décadas em Franca tem dado resultados positivos ao município. Estudo divulgado ontem, dia 29, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento mostra que a educação foi uma das principais responsáveis pelo crescimento do IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) local - de 0,780 - e também o indicador que mais avançou nas duas últimas décadas. De acordo com o histórico do estudo, o IDHM em educação subiu de 0,340 em 1991 para 0,560 em 2000 e 0,753 em 2010. Além do item educação, o levantamento leva em consideração dados de renda e longevidade.
Com classificação de nível considerado “alto” em uma escala de “muito baixo” a “muito alto”, a cidade ocupa a 128ª posição no ranking nacional e a 66ª posição no ranking estadual, ficando à frente de cidades maiores como Guarulhos, Osasco, Mauá, Diadema e São Vicente.
Para chegar a esses patamares, a cidade evolui com mais jovens com ensino fundamental completo e quase cem por cento das crianças de 5 e 6 anos frequentando a escola. Segundo o estudo, no último Censo, 58,98% dos jovens de 18 a 20 anos possuíam o ensino médio completo contra 37,08% em 2000. Também cresceu o percentual de estudantes de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental. No primeiro estudo, eram 55,26%, passou para 82,53% e nesse último estudo chegou a 93,39%.
A secretária de Educação do município, Fabiana Sampaio, diz que a crescente na educação é visível e resultante de um trabalho intensivo e do alto investimento da Prefeitura. “A educação de Franca melhorou muito nos últimos, tem recebido muita atenção da administração, os professores recebem formação continuada e são empenhados, além disso, temos vários programas diferenciados”, destacou.
Fabiana disse ainda que a melhora é gradativa e novas estratégias e projetos estão sendo pensados para o indicador continuar em alta. “Vamos focar em melhores resultados e continuar avançando.”
Nos quesitos longevidade, a expectativa de vida na cidade aumentou de 73 para 75 anos e a renda per capita, que antes era de R$ 709,40, passou para R$ 846,57.