Pelo menos alguma coisa de boa sai das milhares de atrocidades que acontecem nos conflitos armados. É inegável que a tecnologia sofre um “turbo” durante as grandes guerras. Isso porque nações poderosas investem pesado no desenvolvimento de novas armas e algumas funcionalidades acabam sendo usadas para melhorar a vida do cidadão comum. Some este fato com a necessidade de se adaptar às dificuldades impostas pela rotina de uma batalha e temos criações revolucionárias, como o microondas (Guerra Fria), o leite condensado (Guerra da Secessão), a margarina (Guerra Franco-Prussiana), o computador (Guerra Fria), dentre outras.
Outra invenção usada em missões militares ganhou novas funções, muito mais pacíficas. Os Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT) foram utilizados pela primeira vez em 1959, pelos Estados Unidos, para espionar os territórios soviéticos e dos aliados comunistas. Em 2001, os americanos usaram pela primeira vez um drone carregado com armas para bombardear o Afeganistão. E, em 2013, esses aparelhos são utilizados para fotografar e filmar casamentos e outros eventos especiais, levar suprimentos em locais inacessíveis e para entregar os pedidos feitos no restaurante Yo!Sushi, em Londres. Pois é, de máquina mortífera a garçom, os drones estão aí e, acredite, não precisa gastar uma fortuna para ter o seu.
PS: Barato também não é.
FILMA EU!
Em Franca, esse tipo de tecnologia já existe. No dia 20 de junho, as cerca de 15 mil pessoas que participaram da primeira grande manifestação da cidade observaram um estranho objeto flutuando pelo céu. Tratava-se do drone DJI Phantom, que estava registrando o ato de um ponto de vista um tanto quanto privilegiado. “É um aparelho muito interessante e que me abre um leque de novas possibilidades”, afirma o empresário Lino Moraes, que trabalha no ramo de filmes e fotografia há 20 anos. “Comprei o aparelho no início deste ano e ele é um sucesso. No começo do evento ele é um diferencial que chama a atenção. Depois, todo mundo se esquece e ele fica lá no alto fazendo seu trabalho.”
O empresário desembolsou cerca de R$ 3 mil para trazer o drone dos Estados Unidos. O modelo possui autonomia de voo entre 10 e 15 minutos, funciona com quatro hélices que garantem a estabilidade, controle remoto e assistência por satélite. “Para aprender a mexer não precisa de curso. Meu assistente treinou muito e só leu o manual para poder manusear”, disse Lino. “Existe ainda um modo de assistência por satélite que ajuda o aparelho a se estabilizar caso o ‘piloto’ perca o controle.” Importante dizer que a câmera fotográfica utilizada pelo empresário não vem inclusa.
De acordo com o fabricante do modelo, o DJI Phantom pode alcançar até 20 metros de altura. E você, vai comprar um?