As feiras itinerantes, principalmente dos comerciantes do Brás (São Paulo), andam tirando o sono de muitos lojistas francanos. Os comerciantes reclamam que no período em que acontecem as feiras, as vendas chegam a cair 40% tanto na região central como nos bairros. Na tentativa de barrar a realização de novos eventos, lojistas do Centro, Dermínio, Aeroporto, Leporace e Vera Cruz se uniram e já realizaram três encontros para discutir o assunto. Agora o movimento vai ganhar as ruas, com o intuito de chamar a atenção das autoridades, principalmente dos vereadores. A manifestação está marcada para a próxima terça-feira, 30, a partir das 15 horas. Os lojistas pretendem caminhar do Terminal de Ônibus “Ayrton Senna” até a Câmara de Vereadores. A proposta é de que as lojas baixem as portas durante o protesto.
Para chamar os comerciantes ao protesto, o grupo confeccionou 10 mil panfletos que desde ontem estão sendo distribuídos tanto no Centro como nos bairros. Também serão confeccionadas faixas. “Queremos chamar atenção dos vereadores para aumentar a dificuldade para que novas feiras sejam realizadas em Franca. Em Araraquara, as autoridades se uniram e proibiram os vendedores na cidade. Queremos que o mesmo aconteça em Franca”, disse o comerciante Pablo Roberto Oliveira, ressaltando que um abaixo-assinado com adesão de mais de mil comerciantes contrários ao evento já foi entregue à Câmara.
Dona de uma loja de roupas, Tereza Lúcia Ferreira reclama que teve de demitir uma funcionária devido à queda nas vendas. “Se continuar deste jeito, vamos ter que fechar as portas. Não podemos competir com os comerciantes de São Paulo. O cliente não quer nem saber. Ele vai comprar de quem vender mais barato. Estamos sendo prejudicados porque pagamos impostos e temos despesas com funcionários.”
Para o comerciante Orlando Pereira dos Santos, as obrigações a serem cumpridas pelos feirantes deveriam ser iguais às dos comerciantes francanos. “Não sabemos nem se eles estão de forma legal no país. Vou participar da manifestação para ver se sensibilizamos as autoridades.”
O proprietário de uma loja de roupas, Cláudio Issa, espera um grande número de adesão na manifestação de terça-feira. “A gente vive do comércio. Se essas feiras continuarem vindo para Franca, o que vamos fazer? Não vamos parar com esse protesto. Por isso, esperamos a participação dos comerciantes.”