A ajuda material não é o único apelo da Cooperfran (Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Franca) à população. Os trabalhadores também se queixam da matéria orgânica que chega juntamente com os recicláveis, o que prejudica o andamento do seu trabalho.
De acordo com a presidente da Cooperfran, Diana de Bastos Guedes, a cooperativa recebe cerca de 15 toneladas todos os dias. No entanto, de 20% a 30% desse montante corresponde a material orgânico, que não pode ser reciclado. “Achamos muitos cachorros mortos, fraldas, restos de comida, terra, galhos, folhas e até excrementos. Saber, todo mundo sabe o que é reciclável e o que não é, mas, infelizmente falta conscientização da população a respeito da importância de separar o lixo”, afirma.
Hoje, a matéria orgânica é retirada em uma esteira. “Se a população descartasse corretamente, ainda precisaríamos da esteira para separar os recicláveis, mas perdemos muito tempo tirando o que é orgânico”, diz a secretária da Cooperfran, Adriana Sousa.
A presidente afirma que uma variedade de itens domésticos pode ser reciclada. Entre eles, estão garrafas PET, embalagens de produtos de limpeza, revistas, jornais, baldes e bacias.
Quando os materiais recicláveis chegam ao galpão da Cooperfran, no Distrito Industrial, os trabalhadores tem que separá-los do lixo orgânico, agrupá-los em categorias (plástico, vidro, alumínio, papel, etc.) e prensá-los. Depois, eles podem ser vendidos para indústrias. A cooperativa possui clientes em Franca, Porto Ferreira, Guaíra e Orlândia.