09 de julho de 2026

Chuvas causam terror nos moradores da região do Engenho Queimado


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Assim que nuvens pesadas se formam no céu francano, as famílias que vivem no entorno do córrego Engenho Queimado, na Vila São Sebastião, começam a rezar.

O medo é proveniente de experiências assustadoras vividas por uma boa parcela dos moradores.

Foi em janeiro de 2010 que um acontecimento chamou a atenção do poder público municipal para o problema existente naquela área.

As residências foram erguidas sobre um terreno instável e sujeito a erosão. O que antes era apenas uma possibilidade se confirmou na noite de 26 de janeiro daquele ano, quando uma forte chuva arrastou 40 metros do terreno onde as casas foram construídas.

Os relatos registrados na época contam que os moradores ouviram um forte estrondo, semelhante a um trovão, e deixaram para lá pensando que se tratava apenas uma fortíssima descarga elétrica.

O susto veio na manhã seguinte, com todo o cenário de destruição nos fundos de seus lares.

Para evitar desgraças maiores, a Prefeitura de Franca correu atrás de uma ajuda da governo federal, que oficializou o acerto em novembro de 2011, 23 meses após o episódio.

Porém, o que seria um alento para a angústia dos moradores demorou outros 21 meses e ainda não saiu do papel.

Agora, a verba deverá ser liberada e as mudanças concretizadas. Dos R$ 18 milhões provenientes do PAC II (Programa de Aceleração do Crescimento), R$ 12 milhões serão usados nas operações que tentarão evitar o problema da erosão.