08 de julho de 2026

4 em cada 10 ‘perdem’ as mamas


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O Instituto Nacional do Câncer estima que só em 2012, 52.680 mulheres foram diagnosticadas com câncer de mama no Brasil. De acordo com Rodrigo Michelle, mastologista do Hospital do Câncer de Barretos, é alta a porcentagem de casos em que a mastectomia é necessária: quatro em cada dez mulheres “perdem” as mamas. “Realizamos o procedimento em cerca de 40% dos casos. Os critérios para indicar a retirada da mama passam por: tamanho do tumor em relação ao seio; comprometimento do tecido; risco de reincidência e mutação genética conhecida.”

Michelli afirmou que em alguns casos a reconstrução mamária pode ocorrer no instante em que o nódulo é retirado. “Levamos em conta o estágio da doença e as condições clínicas da paciente para decidir sobre o momento da reconstrução. Em alguns casos, conseguimos preservar o mamilo e a auréola.”

O rastreamento para o câncer de mama é iniciado com a mamografia. Detectada qualquer alteração no organismo, a paciente é então encaminhada para exames de ultrassom da mama, ressonância ou biópsia. “Preconizamos que o rastreamento (mamografia) deve ser feito entre os 40 e 69 anos de idade a cada dois anos”, informou Michelli. “Lembrando que a mulher que tem caso de câncer na família deve iniciar o rastreamento 10 anos antes em relação a idade da parente diagnosticada. Por exemplo: se a mãe desenvolveu o câncer aos 40, as filhas, as irmãs e etc. devem iniciar o rastreamento aos 30 anos.”

Quanto ao autoexame, o mastologista faz um alerta: “O autoexame é bom para que as mulheres conheçam a própria mama e devem se monitorar, mas é muito difícil que elas detectem um nódulo sozinhas. Para que isso aconteça, ele já tem que estar com mais de um centímetro. Na mamografia lesões milimétricas são detectadas, logo no início do problema.”