Centrais sindicais programam para hoje o Dia Nacional de Luta, com mobilizações em todo o país. Em Franca, estão agendadas duas manifestações. A primeira, durante a manhã, acontece no Sinsaúde (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Franca e Região). Já para o final da tarde, está marcado um evento maior, na Praça Nossa Senhora da Conceição.
Às 10 horas, os trabalhadores da área da saúde deverão se reunir em frente à sede do sindicato da categoria, localizada na rua Arthur Marangoni, 2.421, na Vila Industrial. Na pauta de reivindicações, estão o fim do fator previdenciário e a exigência da aprovação do projeto de lei federal 2.295/2000, que estabelece jornada de 30 horas semanais para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem.
Já às 17 horas, na Praça Central, começa mais uma manifestação do movimento Vem Pra Rua. Ainda sem trajeto definido, o protesto levantará como principais bandeiras a reforma agrária, o fim do fator previdenciário e o repúdio ao projeto de lei federal 4.330, que regulamenta a terceirização. Mas o principal alvo dos manifestantes é o transporte público.
Integrantes do movimento percorreram o Terminal “Ayrton Senna”, no fim da tarde de ontem, e distribuíram panfletos aos usuários com a pergunta inicial: “Você está satisfeito com o transporte público em Franca?”. Na mensagem, os manifestantes convocam a população para o protesto de hoje.
No panfleto, o movimento cita itens do acordo assinado pela Prefeitura e a empresa São José, responsável pelo transporte, que desobriga a empresa de uma série de exigências do contrato original (leia texto na Página A-5).
CRECHES
Outra manifestação marcada para ontem acabou em frustração. Cerca de 10 pessoas, entre pais e educadores da creche CCI “Tia Glicéria Cláudia Lourenço”, do Residencial Júlio D’Elia, estiveram ontem à noite, em frente à concha acústica, na praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro, para protestar contra a ampliação em 15% do atendimento das creches - medida imposta pela Prefeitura.
Decepcionados com a falta de adesão ao movimento, os poucos participantes do protesto nem chegaram a gritar. Apenas conversaram e decidiram remarcar o ato de repúdio para outra data.
Os coordenadores do movimento temem que a medida exigida pela Prefeitura de Franca, além de não zerar o déficit de vagas, superlote as unidades, visto que a maioria já trabalha acima de sua capacidade e possui lista de espera.