10 de julho de 2026

Historiador compara Revolução de 32 ao momento atual do País


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Atiradores prestam homenagem aos combatentes: solenidade reuniu cerca de 200 pessoas no Centro de Franca, na manhã de terça

O historiador e gerente da Feac (Fundação Esporte, Arte e Cultura) de Franca, José Roberto Monteiro da Silva, foi o mestre de cerimônias da homenagem prestada, na manhã de terça, aos 700 soldados francanos que lutaram na Revolução Constitucionalista.

Durante seu discurso - realizado na praça Nove de Julho, em frente à estátua do Soldado Constitucionalista -, o servidor municipal ressaltou a importância de se relembrar os fatos vividos há 81 anos e os comparou com o atual momento de protestos, em todo o país, por melhores condições de vida. “Essa é a história da nossa cidade. É um exemplo de civilidade, cidadania e amor à nossa pátria. Não estamos falando só de passado, mas do que queremos para o nosso futuro. Somos constitucionalistas modernos”, disse ele ao salientar que os paulistas, a exemplo de 32, mais uma vez, assumiram a vanguarda do movimento popular.

Cerca de 200 pessoas, entre elas autoridades municipais, da Polícia Militar e do Exército, além de parentes dos combatentes, assistiram à apresentação da banda municipal. O momento mais emocionante da cerimônia foi a colocação de uma coroa de flores aos pés da estátua de bronze na figura de um soldado, acompanhada por uma salva de três tiros, em memória aos francanos mortos em combate.

Entre os legados da revolução, está a Carta Magna que reconstitucionalizou o país e a garantia de que algumas cidades próximas à divisa com Minas Gerais, entre elas Franca, pertenceriam oficialmente ao Estado de São Paulo.