10 de julho de 2026

Três homicídios seguem sem solução; DIG continua investigação


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Socorristas levam Didi após ele ser baleado no Jardim Redentor. Crime sem solução

Três assassinatos, dos seis registrados na cidade neste ano, permanecem sem solução. Acostumada em investigar crimes de alta complexidade, quase sempre com autoria desconhecida, os agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) têm como objetivo esclarecer a morte do comerciante Carlos Aparecido Pitondo, o Didi, e Lucas Silva de Abreu, de 22 anos. Como aconteceu a morte de Cleomar Rezende de Moraes, 33, também é uma incógnita. Outros três foram elucidados.

Um dos crimes sem solução aconteceu no dia 21 de fevereiro, quinta-feira, 15h30. Didi trabalhava com a mulher em sua papelaria, na avenida Moacir Vieira Coelho, no Jardim Redentor, quando dois jovens entraram no estabelecimento, chamaram por ele e simplesmente atiraram. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. A delegacia trabalha com várias hipóteses, inclusive latrocínio, mesmo sabendo que os bandidos fugiram sem levar nada.

Já o segundo caso em investigação aconteceu no dia 18 de março, madrugada de uma segunda-feira. O sapateiro Lucas Silva de Abreu, de 22 anos, caminhava pela avenida Abrahão Brickmann, no Leporace, quando foi alvejado com cinco tiros a queima-roupa. O motivo, segundo seu pai Flávio de Abreu, está ligado as drogas.

De acordo com o delegado Márcio Murari, quando se trata de assassinato, a condução do trabalho deve ser minuciosa, para que não haja enganos. “Tentamos nos cercar de provas que dêem fundamento para a investigação. Vamos atrás de testemunhas e principalmente provas materiais para só então montar um relatório final e encaminhar para a Justiça”, disse o delegado ao explicar que não são todos os homicídios que precisam de um trabalho tão intenso. “Temos ainda os flagrantes em que indiciados vão direito para a prisão, mas esses são mais raros”.

Foi o que aconteceu em março deste ano, no caso do assassinato de Ailton de Araújo Moreira. Morador do Jardim Moreira Júnior, o servente de 30 anos, foi esfaqueado no pescoço por seu vizinho o pedreiro Sergio Balsanuf Pires, de 37 anos. O motivo foi uma discussão originada no fato de a vítima estar com o pagamento do aluguel atrasado.

O chefe da Delegacia Seccional de Franca, Marcelo Caleiro, disse que está satisfeito com o desempenho da equipe de Murari. Segundo ele, a taxa de elucidação de homicídios na cidade é uma das maiores do Estado (93%) o que ajuda a inibir a prática de crimes violentos. “O bandido precisa temer a polícia e a população confiar no trabalho dela”.

MORTE SUSPEITA
Segundo agentes da DIG, o inquérito que apura a morte do pintor Cleomar Rezende de Moraes, de 33 anos, foi registrado como morte suspeita e por isso não é cuidado pela equipe da especializada. Moraes foi internado no dia 16 de janeiro, na Santa Casa. Ele deu entrada inconsciente, com crises convulsivas e um grande hematoma na cabeça. Familiares garantem que o hematoma foi em decorrência de uma agressão sofrida por ele nas proximidades do Abrigo Provisório, na Vila Gosuen. Como morreu 13 dias depois da agressão, a Polícia Civil não classificou o caso como homicídio doloso, mas morte suspeita. Isso levou o caso, ainda sem solução, para a delegacia da área.