08 de julho de 2026

‘Tem acordo?’


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Cada qual com seu interesse. Tinha um advogado que publicava: ‘Se você tem problemas conjugais me procure’. Dava o endereço. A solução que ele propunha, claro, era ação de separação. Assim ganhava seus honorários. Bastante conveniente, não? Quem procurava pensava ser ele um conselheiro matrimonial. Acho que ainda falta ética mesmo para a defensoria, assistência judiciária e judiciário. (...) ‘se estão se mordendo, separa’. Nas audiências de reconciliação, tudo se resume à pergunta ‘Tem acordo?’. Não existe acordo com leão com espinho no pé. (O rei) Salomão, no caso de duas mulheres requerendo uma criança, disse: ‘Vou parti-la ao meio...”. Logo concluiu pela parte legítima. Essa atitude hoje extrapolaria as funções judiciárias. Estamos num tempo de partidarismo, de individualismo e de leis particulares, como a ‘Maria da Penha’ e delegacia feminista, digo, de defesa feminina. Se Darwin diz que o humano é animal, então é só separar, mas, (...) e se não for? (Leia texto do articulista Acir de Matos Gomes).

Carlos Matias
Franca - SP